quinta-feira, 23 de agosto de 2018

RESENHA LUNÁTICA - MEMÓRIAS DE ZARABATANAS


LIVRO: MEMÓRIAS DE ZARABATANAS
AUTOR RAFAEL CORTEZ
EDITORA SEOMAN - GRUPO EDITORIAL PENSAMENTO
RESENHA POR CINTHIA GUTIERREZ
CONTATO: imprensa@aspasevirgulas.com.br

DESCRIÇÃO


Bastante conhecido por seus trabalhos como humorista (realiza shows por todo o Brasil) e apresentador (com passagens por Globo, Record e Band), Cortez traz à tona sua veia artística através de textos que contam histórias vividas desde sua infância, passa pela adolescência, sua entrada no universo do teatro e da música, suas desventuras amorosas, o “boom” vivido quando repórter do humorístico CQC e sua fase atual com maior atenção às artes.
Dois nomes de imensa credibilidade acompanham Rafael em seu livro: A poeta Cássia Janeiro, primeira sul-americana a ganhar o Prêmio Mundial de Poesia Nósside, chancelado pela Unesco, revisou todos os textos, além de prefacia-lo; e o premiado escritor Santiago Nazarian (autor de sucessos como “Neve Negra” e “Garotos Malditos“) será o responsável pelo texto da “orelha” da obra.
Sempre engajado em projetos de fomento à cultura, Rafael Cortez traz seus dotes já conhecidos no meio musical, teatral e da dramaturgia para dentro das páginas de “Memórias de Zarabatana”. Porém, aqui, com uma carga de responsabilidade talvez maior que em outras épocas:
“É preciso nos dias de hoje que a gente injete uma boa música, um bom poema ou um bom conteúdo na veia dos outros para que isso chegue até seu coração e realize mudanças positivas naquela pessoa. É esse meu objetivo com ‘Memórias de Zarabatanas’” – Rafael Cortez
O nome do livro é também o nome do conto de abertura, onde Cortez narra uma passagem de sua infância em que ele e os colegas brincavam de atirar sementes de árvores uns nos outros. Essa analogia de jogar algo em alguém com a zarabatana, como o autor fazia em sua infância, é o que ele busca através de seu livro: Propagar a cultura, a música, a poesia, para que essa esteja ao alcance de todos. Aliás, a música foi o elo entre ele e a poesia, o fio condutor do livro.

 “Para mim poesia é uma forma de música. Ela está presente na minha vida na hora de decorar um texto, onde tento criar rimas e métricas para me ajudar a decorar as falas de um filme, por exemplo.” – Rafael Cortez


RESENHA DA BLOGUEIRA

Quando você lê o título do livro, pensa: Memórias de Zarabatanas? 🤔🤔🤔
Mas Rafael Cortez, me fez lembrar de algo que havia esquecido, eu brincava disso, nossa como eu gostava de jogar bolinhas com o cilíndros das canetas, era nojento, mas é uma boa lembrança da infância.

" Em um mundo obcecado por entretenimento barato, às vezes faz-se necessário impor um poema, soprar um verso ou uma história como uma arma, como uma zarabatana."

Me vi refletindo com os poemas e poesias que compõem o livro, me vi chorando com a vinda da avó dele para sua cidade natal, e me fez pensar: Caraca! Preciso aproveitar mais minha avó e fazer algo por ela em vida.

" O amor entre avós e netos é breve. mas avassalador. Os avós já erraram bastante com seus filhos; então consertam o histórico negativo com os filhos deles."

Em alguns capítulos fiquei com brigas internas. Com o auto não poderei discutir sua biografia e trechos citados, como por exemplo: Velha Bruxa. Achei demais ele mencionar sua fase na escola, a professora, seus amigos e a famosa A Gazeta do Aristides. Em muitos momentos me peguei compadecida ao drama do autor, em todos os obstáculos até agora vivido e os momentos de glória. 

Você não passou , não; você não foi bem. A gente vai ficar com a mulher. Fique com Deus."


Cheguei a esquecer que ele foi famoso e ainda é, pelo programa CQC, me vi vibrando com a aceitação dos argentinos. kkkkk

"Rafa seja bem-vindo ao CQC".
"O CQC me pareceu a resposta de uma vida, o típico projeto para chamar de meu, o trabalho que justificaria eu ter optado um dia ..."

Achei grandioso ele ser tão respeitoso nas citações boas e ruins de sua vida, ser justo com aqueles que de alguma maneira fizeram a diferença para ele e até onde conseguiu chegar hoje. O livro é um marketing quando se trata de biografias, mas Rafael Cortez me fez tirar a má impressão, quando mostrou que ele ralou e rala até hoje em busca de seus sonhos. Ele levou muitas portas na cara, mas tirou como ensinamento. 

Tem sido assim desde sempre: trabalhar muito. Recomeçar, se reinventar e não esperar pelas oportunidades, mas criar as próprias.


Em relação a parte amorosa. Fiquei com dó e querendo apresentar as Lunáticas por romances.

Muitos quando vêem poesias e poemas nos livros acham cafona e até entediantes, mas amei cada um deles, foi uma mistura perfeita, pois me permitiu conhecer o autor mais afundo.

Rafael Cortez, não te conheço pessoalmente, mas estou torcendo para que as próximas páginas da vida, sejam maravilhosas.


Ah! Dia 01/09 vai rolar mais um lançamento bacanudo da Aspas em parceria com a Editora Pensamento.