sábado, 5 de agosto de 2017

FEEDBACK LUNÁTICO POR DAYA ENGLER


FEEDBACK LUNÁTICO POR DAYA ENGLER
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TAÚ – MARCOS WELINTON FREITAS
A melhor coisa de ler sem expectativas é que não nos decepcionamos. Se rolar, rolou. Se não, bola pra frente. Mas, principalmente, ficamos abertos para nos surpreender. Foi assim que iniciei a leitura de TAÚ. Da escrita ao desenvolvimento tudo se encaixa. A linguagem usada é rebuscada e até um pouco lírica e poética, que traz certa suavidade ao texto, e casou super bem com o enredo e toda essa aura mitológica e histórica, cimentando não apenas ao personagem e sua personalidade, como a ambientação da trama e própria trama em si. É muito interessante como ele conta a história, e não há diálogo. Isso o torna ainda mais interessante, pois, ao contrário do que poderia ter ocorrido, um texto maçante, por exemplo, a leitura é fluida e intrigante. E à medida que o personagem se enche de curiosidade e dúvidas, eu também me senti da mesma forma. Os trechos do diário de Jocasta (confesso que já estava pregando os olhos, e nesta parte despertei totalmente. Não porque estivesse chato. Eu, na verdade, estava pronta para dormir), como ia dizendo, os trechos me despertaram completamente (obrigada, Marcos, pela insônia), e o final... Jesus, Maria e José, e todos os santos juntos! MARAVILHOSO! E deixe-me dizer, enquanto lia, a imagem e trejeitos do personagem foram se solidificando em minha mente, embora não há descrição no texto de como ele é... Isso é sensacional. Na minha cabeça montei um homem focado nos estudos, aquele tipo interessante, mas que vive em seu mundo fantástico de aprendizagem e conhecimento, ocultando-se das pessoas sem ao menos perceber. Não o senti infeliz por isso, apenas desligado do mundo que o cerca, mas totalmente ligado ao seu. E só agora dou-me conta que o protagonista não deu seu nome. Acteão afinal era, na verdade, TAÚ? Esse TAÚ realmente faz parte da mitologia grega? Jocasta é a mesma Jocasta de Édipo? E o pássaro? Apontamentos para pesquisar no Google e com o autor.
SINGULAR – ZOE-X

Singular é realmente singular. A autora tem uma escrita leve, fácil e deliciosa. O que propicia uma leitura fluída e agradabilíssima. Há uma delicadeza e cuidado em como toda história foi construída, que é impossível não sentir. A trama se desenrola com tal naturalidade que me vi tragada para dentro da história. Eu estava lá. Vivi com os personagens os dias bons e os dias ruins; experimentei suas sensações, emoções e sentimentos; revivi suas memórias; fui uma espectadora de cada cenário, de cada expressão, de cada entonação vocal, de cada sorriso e riso e de cada choro, também; através dos olhos de Teddy, conheci Ayleen e encantei-me por ela. Nada é maçante aqui. Amei ver o reatar e crescimento da amizade de Teddy e Ayleen. Teddy é o tipo de amigo que todos nós desejamos ter na vida. Ele é uma pessoa leal, honesta e corajosa. O cuidado dele é tocante. Por vezes enquanto ele narrava sobre Ayleen, eu enxerguei não a garota adolescente de 14 anos, mas seu espírito jovem, uma alma pueril, linda de viver. Me encantei pelo sorriso dela. Ayleen me fez apaixonada pela forma linda e positiva dela ver o mundo, apesar do pesares. E, principalmente, me fez orgulhosa pela forma que encarou seu destino. Isso foi grande e realmente incrível. Esse conto traz tantas lições de vida. Eu me pergunto, será mesmo que precisamos chegar a esse ponto para começarmos a focar no que é bom e positivo? Para parar de reclamarmos tanto sobre coisas tão banais? Dar valor as coisas que realmente nos fazem bem e felizes? Precisamos chegar ao ponto de “definitivo” pra pensar nestas questões? Vivi Ayleen. Vivi a negação, a barganha, a raiva, a desistência e aceitação de Teddy. Eu segurei o fôlego. Enquanto lia, meu coração estava encolhido até o momento final, mas valeu cada minuto, cada lágrima e respiração profunda.

A LAGOA AZUL: O SEGREDO DO OCEANO - W. S. ARYS


Este conto é uma releitura hot gay de um clássico que marcou gerações. Quem não se lembra do famigerado filme da sessão da tarde “A Lagoa Azul?” Assisti tantas e tantas vezes que arrisco em dizer que me lembrarei de suas cenas mesmo depois da morte. Gostava desse tantão. É bem escrito. Essa capa é linda de morrer. Não há muitas surpresas na leitura, que por algumas vezes se tornou um pouco cansativa. Eu senti falta de um quê a mais que me despertasse.