quinta-feira, 3 de agosto de 2017

FEEDBACK LUNÁTICO - POR DAYA ENGLER


FEEDBACK POR DAYA ENGLER
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    INVISÍVEL – CLARA TAVEIRA

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QUE TAPÃO NA CARA FOI BRASEEEEEEEEEEEEL?! Tô desnorteada até agora. MEGA ENCANTADA! APAIXONADA! QUERENDO CONTINUAÇÃO, OU MELHOR, UM LIVRO COMPLETO! Tenho que confessar, nesse #LunaticasDay eu só estou clicando sem ver a quem. Então qual fora a minha surpresa quando me deparo com uma história que traz uma crítica tão estupenda. Que é inteligente, profunda em sua simplicidade, tremendamente tocante, que mexeu com meu emocional e psicológico, e muito bem escrita. E sabe o mais incrível? É um conto! UM CONTO! UM TREMENDO CONTO! É tanta coisa pra dizer que nem sei por onde começar. Estou tentando pra caramba pensar em uma maneira de sintetizar o quão incrível... e maravilhoso que foi para mim como leitora e como autora também, como ser humano, ter tido o prazer de ler #INVISIVEL e saber que existem autoras tão lindas assim aqui no nosso Brasil (Não, eu não tive uma boa experiência com livros nacionais, posso contar nos dedos os que realmente valeram meu tempo, então eu me sinto honrada e feliz quando sou conquistada assim por autoras daqui). Não conhecia a autora. É minha primeira vez com ela, e foi ÓÓÓÓÓÓTCHIMO! Continue assim que nosso relacionamento leitorXautor será eterno! Brincadeiras a parte, deixa-me falar uma coisa... É verdade que, de alguma forma, todo autor toca seus leitores, mas existem aqueles que se sobressaem porque cavam fundo em sua essência. Penetram a alma. Estapeia o seu eu e deixa o coração da gente tão pequenininho que chega dói. Não tenho palavras - e estou tentando - para agradecer a autora Clara Taveira por ter dividido esta história comigo. Nós podemos aprender com as experiências do outro e ter empatia, mas há certas situações, se é que posso colocar assim, que nós só iremos compreender a dimensão daquele problema se estivermos de fato no lugar daquela pessoa. Eu não estava, nunca estive no lugar de Catarina. Não sou uma Catarina. Sou branca, tive uma porrada de privilégios que uma parte de mim sabe que outras não puderam ter e ainda não podem. Essa parte se chama consciência. Não é difícil tomar consciência de algo, é difícil ter de LIDAR com ela. Se não estiver com a saúde mental em dia, é melhor se esconder na ignorância e no senso comum. Lá, apesar dos trancos e barrancos, todo é bonito e fácil. E você, dona Clara, tocou na minha, acendeu uma luzinha lá que clareou até a China. Não tenho como estar no lugar de Catarina, mas sua história me colocou no mais íntimo de um personagem que um leitor pode estar. Você me fez questionar a mim mesma, minha cultura, minha humanidade, o mundo todo. REFLETIR. Me auto-educar enquanto lia. E enquanto escrevo, eu ainda me sinto emocionada e profundamente tocada, o que é um saco porque não enxergo as porras das teclas. Por várias vezes me vi questionando Catarina, achando sua insegurança e os comportamentos alheios um tanto exacerbados. Mas sabe dona autora o que é engraçado nisso? Minha metacognição entrou no jogo. Então, enquanto meus achismos explodiam ao mesmo tempo eu estava refletindo sobre eles, me chamando atenção e me obrigando a ir mais devagar, a ser mais tolerante e compreensiva. Eu como branca, tive uma porrada de problemas, e todos nós tivemos. Fato. Mas nunca foi por causa da pele. E me dói tanto saber que, além dos problemas comuns que todos nós enfrentamos independente de cor de pele, as Catarinas da vida tenham esse adicional altamente prejudicial em sua vida. Cada um DEVE sim cuidar de sua vida, mas temos de ter o máximo de cuidado em nossas atitudes, pois as consequências de cada coisa que fizemos e dissemos irá respingar naqueles que suas falas e atitudes alcançaram. RESPEITO É UMA OBRIGAÇÃO UNIVERSAL. Catarina não é uma vitimista, ela é uma vítima como outras tantas são! Vitimas de uma sociedade que, embora tenha mudado, embora esse racismo e preconceito todo seja cultivo de anos e mais anos, não faz nada para mudar. Sim, nós somos preconceituosos e até mesmo um pouco racistas. Nossa cultura ensinou isso. O que nos difere uns dos outros neste quesito, é que alguns buscam se desvincular dessa bagagem cultural que nossos ancestrais nos deixaram. Outros a abraçam com força. Em pleno século 21 existem, infelizmente, muitas “donas Gerentes”. Mas, felizmente, existem também pessoas boas, de bom caráter independentemente da cor. Pessoas que ajudam ao outro porque essa solidariedade, esse bem-querer ao próximo é inerente dele. Existem Lenas, Sophias, Lucianas e tantas outras... E que surpresa foi essa, Jesus Cristo?! Eu não contava com essa astúcia! Catarina me fez doer por ela. Me fez querer abraçá-la e dizer que tudo ia ficar bem. Me fez querer abrir uma empresa só para ela. Me fez querer empunhar um porrete e sair dando nas fuças por aí. O realismo colocado na história é fenomenal. Me fez sentir lá de verdade. E eu amo, amo forte, amo profundo histórias realistas. Tenho verdadeira loucura! E Clara fez isso com uma perfeição que me estapeou a cara, mas foi lindo. É por isso que a leitura é uma das melhores coisas da vida. Ela nos faz experimentar o mundo e suas peculiaridades. Divertem e ensinam grandes lições. Muito obrigada por ter disponibilizado INVISÍVEL, pois, caso contrário, eu provavelmente nunca a teria lido. Incluso porque estou mais dura que os paus de aço dos personagens hot.
RAFANI – SINÉIA RANGEL



Que livro! Que história! Que personagens! Que escrita! Que temas! Que autora! Amo livros fortes e intensos, que cavam no psicológico e trazem qualquer tipo de crítica social que faça o leitor parar para pensar. Não basta ter temas polêmicos, que deveriam ser debatidos sim em qualquer lugar para promover a conscientização e prevenção, tem que saber desenrolá-los. E Sinéia soube fazer isso com maestria. Romance. Humor. Suspense. Horror. Esse não é um livro para olhos e mentes sensíveis. Rafani desabrochou lindamente, conquistando não apenas Sam, um cafajeste assumido, como o leitor. Ela é uma mulher forte, que sofreu horrores nas mãos daqueles que deviam protegê-la, ainda assim perseverou. E foi lindo ver ela lutando por si mesma, apesar de seus medos. Esse tônus de vida me encanta. Não há nada mais bonito do que ver alguém perseverando por si mesmo. Há muitas lições de vida nesse livro, uma delas é que na maior parte do tempo a gente não faz ideia do quanto uma atitude nossa pode significar para o outro. Quando você só recebeu pedras, um gesto simples e inconsciente de bondade incha o coração a tal ponto que os olhos transbordam. Por isso, cuide de suas atitudes. Vivi isso com Rafani. Sam, apesar de um cafajeste declarado, ele conta com a honestidade do lado dele. Ele é lindo, e não estou falando só de aparência, é de atitude, de coração. Ele é integro. Sincero. Um Don Juan de primeira. Sem medo de ser feliz ou de ser debochado por ser, enfim, fisgado por uma mulher, ele luta por ela sem dramas quando percebe que ela é sua exceção. Não existe nada, nada mesmo, neste livro que eu não tenha gostado. Foi perfeito a maneira que a autora trabalhou toda história, o cuidado que ela teve foi expressado em cada palavra, no desenvolvimento dos personagens secundários, os quais me conquistaram muitíssimo. Tudo aqui foi na medida perfeita. A família Allencar e seus agregados fizeram do livro mais lindo ainda. 
E lembrando, opinião é pessoal, não universal.