terça-feira, 8 de agosto de 2017

FeedBack Lunático por Daya Engler

APROXIMAÇÃO PERIGOSA - J. M. LAKE
Que conto delicioso!
Que escrita maravilhosa!
Cara, que prazer ler algo tão bem escrito, tão bem elaborado e desenvolvido! Estou encantada com a qualidade desse conto. Com a maneira que o autor desenvolveu a trama. A atmosfera de suspense pairou no ar.

Não se engane com o “hot” esperando grandes escândalos e vulgaridade, aliás, fora feito com tanto primor que a sensualidade é sutil e tocante ao mesmo tempo. Há uma abundância de conteúdo de primeiríssima qualidade.
Que delícia de leitura!
Meus olhos agradecem imensamente pelo tempo!
Escrita impecável, linguagem fácil e fluída.
Este, sem sombra de dúvidas, é um conto digno de um filme de ação com um toque de sensualidade.
Meus parabéns ao autor!



capa
TRAÇOS - JOSIANE VEIGA
É meu primeiro contato com o trabalho da autora, e a experiência não poderia ser mais agradável e prazenteira.
Escrita maravilhosa, cheia de carisma. Leitura intrigante. É daquele tipo que a autora tece as teias da trama te prendendo a elas conforme a leitura avança.
Josiane nos mergulha no fascinante mundo Celta e da mitologia nórdica, com uma história linda e sentida, cativante e muito tocante, com temas polêmicos que são trabalhados com uma sutileza, um cuidado e um primor de encher os olhos do leitor.
Me doí por Tan a ponto do meu coração ficar pequenininho. Quis abraçá-lo, colocá-lo no colo e curar cada uma de suas feridas, externas e internas.
Ainda que não seja uma novidade para mim, eu sempre irei me surpreender e morrer um pouquinho por dentro ao ver como o ser humano é capaz de fazer dano ao seu semelhante por puro e simples prazer. Em como o ser humano é tolo, preocupando-se em projetar no outro os seus medos e defeitos e sentenciá-los, ao invés de cuidar do que é seu, de tratá-lo e evoluir. Isso me faz pensar que somos uma espécie com um tipo de evolução ainda muito arcaica.
Esta é uma ficção que é bem verdadeira em nosso mundo real.
Niel é tão doce, e sua inocência tão apaixonante.
A crítica social é feita com tal destreza que chega a ser poética.
Estou encantada com a criatividade e delicadeza da autora. Com toda a certeza do mundo, ela entra para o meu hall de “autoras que leio sem medo”.



OBSTINADO - ITAMARA MARTINS RZEZAK
Logo que comecei a ler pensei: que raios de mulher estressada é essa?
Conforme a leitura se aprofundou, minha visão de uma pessoa a beira do colapso começou a se formar e cimentar em minha mente.
Resta saber o que, de fato, a deixou assim.
Seu perfeccionismo me encheu de receios. Estou em dúvida até que ponto isso é normal ou se fora uma mera ênfase de detalhe da autora. De qualquer forma, a impressão que fiquei é que a personagem usa esses rituais como uma forma de defesa, uma fuga segura, agarrando-se aquele único fio o qual ela possuí total controle para não explodir de vez.
capa
Minhas opções foram:
1 - Ela está estressada por falta de sexo;
2 - Ela está estressada pelo excesso no trabalho combinado a “exploração” e falta de empatia da chefe e da família Albuquerque, afinal, são 10 anos trabalhando no escritório sob o constante descaso da autoritária Marisa;
3 - Ela está estressada pelo amor enrustido que tem por Marcos, o qual ela nem mesmo sabe ou aceita que tem pelo mesmo;
4 - Todas as alternativas.
O estresse e inconformidade para com a família Albuquerque é tamanho que por vezes me peguei achando que ela estava falando de si mesma e apenas projetando isso na família e dando aquela aumentada básica.
Bem, talvez esteja, talvez não.
Thaiene por fora é uma rocha, mas por dentro é pura instabilidade. E eu não acho ruim não. Aliás, é muito interessante. Fiquei bem curiosa para conhecer os segredos de sua história, que não me parece ser nada doce.
A trama é permeada de mistérios que deixam a leitura intrigante.
Espero de verdade que tenha um livro para desvendarmos tudo isso, do contrário, é bom a autora mudar para outra galáxia.
Bem, soube que há um livro antes deste conto, onde conta a história da irmã de Marcos. Eu não li, e talvez por isso alguns pontos para mim tenham ficado um pouco confusos e em aberto como, por exemplo, o que impulsiona essa mãe a maltratar a própria filha e causar danos tão severos a toda sua família? O que há de tão grave por detrás dessa autoridade?
Gostei muito do conselho de Thaiene para Daniela procurar ajuda psicológica para lidar com o que sofreu. E saliento aqui, terapia é essencial para cuidar de sua saúde mental independentemente se teve ou não um trauma.
O romance aconteceu de forma meio que de repente.
O amor enrustido pode ser mostrado de muitas formas e uma delas é a tão famigerada e famosa “briga de gato e rato”. Isso fica bem claro por parte de Marcos. O que não ocorre tão bem por parte de Thaiene. Para alguém que diz que sofreu com inúmeros relacionamentos abusivos e que construiu uma fortaleza em torno de si, ainda que Marcos tenha-a desestabilizado, ela se entrega com a facilidade de uma adolescente. O que me chocou e é compreensível ao mesmo tempo. Pois só faz salientar sua personalidade e suas ações que fizeram ter a impressão dessa mulher instável. Quando se pensa demais nos outros, a bondade passa a se tornar estupidez. Este talvez seja um ponto que a personagem precisa amadurecer. No entanto, ainda que possa até achar uma justificativa para tal comportamento, me soa também como uma incoerência. Eu só fico na duvida se é uma incoerência de construção de personagem ou algo normal de sua personalidade, visto que a mesma carrega traumas. Mas, essa facilidade extrema em cair de amores sem sequer ter demonstrado antes uma mínima queda que seja por Marcos me deixa insegura.
Em um momento ela o odeia e tem todos os contras levantados, então logo após os dois primeiros momentos “românticos” entre eles, ela o trata com uma intimidade que não me parece normal para alguém de seu perfil. A impressão que se tem é que eles estão em um relacionamento de anos.
É verdade que não há um calendário com datas estipuladas para a paixão fluir, quando começaremos a confiar ou ter intimidade com alguém.
Mas aqui, para mim, soou inconsistente a personagem.
Novamente, pode ser uma impressão equivocada, visto que ainda não li o livro que antecede este conto. Espero poder fazê-lo o mais breve possível.
Em alguns momentos Thaiene chora as pitangas, o que me levou a analise de seu perfil. Sua insegurança a deixa persecutória em alguns momentos.
Uma das coisas que Thaiene diz a Marcos no final se encaixa perfeitamente a ela: “Como pode amar alguém se não ama a si próprio?”.
O conto é de rápida leitura, bem escrito e cativante.
Eu só deixo aqui um apontamento, cuidado com exageros de descrições e repetições. Nada que uma revisão não dê jeito.
Bem, e nem preciso dizer que estou aguardando o livro, certo?