quinta-feira, 8 de junho de 2017

DE FRENTE COM AS LUNÁTICAS - AUTOR RAPHAEL MIGUEL



CONHECENDO O AUTOR

Raphael Miguel , escritor com o nome de dois poderosos Anjos, nasceu na remota cidade de Botucatu, estado de São Paulo. Desde muito cedo, demonstrava genuíno interesse pelo lúdico e por ficções, sentindo-se confortável com seu lado criativo e abusando de sua imaginação. Autor de diversos contos e poemas, participou de várias antologias sobre os mais diferentes temas. Apaixonado por cultura pop, escreveu crônicas sobre o tema para a extinta revista Varal do Brasil entre 2015 e 2016. Premiado em concursos literários no ano de 2015, lançou seu primeiro livro solo em 2016, este intitulado “O Livro do Destino” (Chiado Editora), o qual foi muito bem recebido pela crítica e leitores, com destaque em diversos meios de comunicação e indicado aos amantes dos gêneros drama e fantasia. Em 2017 prepara-se para lançar seu segundo livro solo, “Ácido & Doce: A Rosa Fatal”, pela Editora Xeque-Matte.

Entrevista – Lunáticas por Romances Por Marília Lima



1 - Como surgiu a inspiração para escrever um livro?

RM – Existe algo de mágico em escrever. A inspiração deve fluir de forma natural e sem a necessidade de forçar seu acontecimento. Do contrário, o leitor perceberá que algo não saiu como deveria. Ninguém merece histórias artificiais. Então, deixo que a inspiração chegue sem pretensão. Quando percebo que isso acontece, é o momento certo de começar a escrever.  

2 - Você acha que é muito difícil um autor nacional conquistar seu espaço?

RM – Não acho, tenho certeza. Hahaha. É uma situação que não é de agora. Há certo desdém pela classe, olhos tortos, desconfiança. Ao se apresentar ao mercado como autor iniciante, muitos dos novatos acabam se perdendo em meio a um verdadeiro turbilhão. Por isso, ser escritor no Brasil é um desafio que te testará dia após dia. Sinto nos ossos essa problemática.   

3 - Qual os temas abordados nos seus livros?

RM – Dentro de um mesmo enredo, há a possibilidade de se abordar vários temas, não apenas na espinha dorsal como também nas subtramas e até nas entrelinhas.

Em O LIVRO DO DESTINO, quase tudo gira em torno de questões filosóficas e morais sobre forças ditas incontroláveis como o destino, sorte e acaso, mas também, nas subtramas, há a abordagem de dramas familiares (como os dois conflitos entre irmãos: Eric X Ermes e Gastão X Regis), depressão (como a enfrentada por Eric Dias), e ficção científica (através da compreensão súbita de Eric por intermédio de Nathaniel). Nas entrelinhas ainda surgem temas como religião, ética e ocultismo.

Em ÁCIDO & DOCE, a presença mais forte é o conflito conduzido por uma jornada de vingança (Eveline X Celso G.), que pode também ser interpretada como drama familiar. Em paralelo a isso temos o núcleo de Alejandro, o qual passa boa parte do livro em busca de aceitação e autoafirmação. Nas entrelinhas, podemos ver a abordagem de outros temas, como confusão mental, jogos de interesse, sedução e até drogas.

Os próximos projetos... Bem, os próximos projetos vão ficar para uma nova entrevista. Hahaha

4 - Você tem uma musa inspiradora para escrever? Se sim, quem é?

RM – Como já disse, a inspiração deve ser livre. Mas, muitas coisas me inspiram. Como musa derradeira, elejo minha esposa, minha Rainha Branca, além de minha filhinha, minha princesinha.

5 - Quanto tempo faz que você escreve?

RM – Sempre me encantei por histórias, pelo lúdico e por roteirizar. A realidade é dura, mas através dessas pequenas zonas de respiro, podemos alcançar momentos de alívio e distração.

Minhas brincadeiras mais infantis já dispunham de roteiros complexos, mas fui começar a escrever mesmo na adolescência. Com o tempo, perdi muitos desses projetos, mas voltei as atenções à escrita novamente cerca de três anos atrás, quando então preparei minha primeira história e passei a investir em publicações.

6 - Qual foi seu ponto de partida?

RM – O ponto de partida derradeiro foi quando percebi que conseguiria transformar em palavras algumas ideias que me ocorriam diariamente. Assim que me dei conta de que já não poderia aguentar segurar meus projetos, permiti que a escrita fluísse. Daí para a primeira publicação foi um passo natural.

7 - Quais seus projetos futuros?

RM – Essa pergunta me pegou. Hahaha. Não seria justo passá-la à diante, então, vamos a algumas revelações exclusivas!

Ainda para este ano, tenho um cronograma bastante agitado. Logo mais, estarei lançando 5, um livro que contará 5 histórias diferentes, na perspectiva de 5 personagens interligados por um único acontecimento. 5 seguirá a linha de suspense com altas doses de confusão psicológica.

Também irei organizar uma antologia de contos, com um tema que será surpreendente e promete movimentar bastante os bastidores literários.

Na linha do cronograma de lançamentos, ainda tenho mais algumas participações em antologias inéditas e possíveis outros dois livros engatilhados: Planeta Brutal e The Game.

8 - Qual melhor horário pra você escrever?

RM – Prefiro escrever durante as tardes e manhãs, mas não é possível. Afinal, tenho que focar na minha profissão convencional. Assim, sobra tempo para escrever apenas durante as noites, quando ainda tenho que dividir as atenções entre minha filhinha, esposa e lazer. Haha.

9 - Já tem um próximo livro escrito, ou encaminhado para lançamentos futuros?

RM – Mais uma vez vocês me apertaram. Hahaha. Os livros 5 e Planeta Brutal (citados na resposta 7) já estão escritos e dependem do OK das editoras para serem lançados ainda este ano. Começarei a escrita de The Game na sequência, além de revisar alguns outros projetos (A Saga de Esplendor; Mirim; Escaleno).  

10 - Qual seu conto favorito?

RM – Essa pergunta é difícil de se responder. Já escrevi tantos contos e tenho medo de cometer uma injustiça. Hahaha. Cada um deles é especial por algum motivo em particular. Vou dizer que o meu preferido, dentre tantos, é “O Domador de Dragões”, pois foi minha primeiríssima publicação e tenho muito orgulho disso.

11 - Gosta de matar personagens?

RM – Se eu disser que sim, serei preso? Hahaha. Não acho que os autores devam sentir prazer em matar os personagens. Hahaha. Isso não quer dizer que eu não o faça. Muitas vezes, a própria trama pede por isso. Tenho histórias verdadeiramente trágicas que pediram por este desfecho. Já senti vontade de acabar com a vida de alguns seres, mas não me permiti fazer sem que fosse parte do enredo. 

12 - Qual é ou foi a sua maior dificuldade no meio literário?

RM – A maior dificuldade não é publicar um livro, não é escrever, não é vender, mas cair nas graças do público. Deve haver um misto de esforço, carisma e sorte para que isso aconteça. Uma dificuldade que sinto no meu dia-dia.

13 - Como foi criar Ácido & Doce?

RM – A criação de A&D foi uma experiência surreal. De um dia para o outro já tinha a espinha dorsal da trama, com os personagens gritando para ganharem vida. Bastou parar, me organizar e começar a escrever para ver o projeto ganhando forma. No percurso, alguns desvios de rota, alguns cortes, atalhos e remendos, mas sempre seguindo o mesmo rumo.

14 - Quem te incentivou a escrever?

RM – Não posso reclamar de falta de incentivo a escrever. Minha própria profissão convencional exige que escreva bem e tenha um vocabulário um pouco mais dinâmico.

Lembro muito bem de uma professora de primário (Adelaide) que sempre me incentivava. Depois, mais recentemente, recebi apoio de minha esposa, amigos próximos e familiares.

Hoje em dia, posso cravar que além dessas pessoas acima, também me mantenho na escrita por incentivo de meus leitores. É a razão da obstinação.

15 - Qual final de livro você mudaria se tivesse oportunidade?

RM – Não gosto muito de opinar no trabalho dos outros. Na verdade, muitos finais poderiam ser alterados, mas mesmo que eu tivesse essa oportunidade, não o faria por puro respeito aos criadores originais. Até em trabalhos mais toscos, a técnica do autor deve ser mantida.

16 - Gosta de escrever com musica?

RM – Me considero um sujeito muito musical. Sempre me dei muito bem com música, principalmente rock and roll. Mas, não costumo e não gosto de escrever com músicas. Hahaha. Contraditório? Acho que perco um pouco da concentração, não flui o pensamento.

17 - O que me diz das plataformas digitais?

RM – As plataformas digitais devem ser observadas com muita cautela, OK? A escrita sempre foi elitista, isso é fato. Hoje em dia, não é diferente. Talvez, seja um dos grandes empecilhos a serem superados pelos autores novatos. E é nesse campo em que as plataformas digitais prosperaram.

Se por um lado, esses meios de publicação democratizaram o acesso de pretensos autores ao público, também trouxeram à tona uma questão preocupante.

Não são poucos os exemplos de histórias mal escritas e mal desenvolvidas que pipocam nessas plataformas digitais, pois nem menos há o bom senso por parte do próprio “escritor” em submeter seu “trabalho” a algum nível de crítica, avaliação ou mesmo revisão.

Vejo com tristeza esse cenário que só serve para denegrir a classe. Textos porcos que contabilizam milhares de leitores? Isso é uma ofensa para quem leva o assunto mais a sério.

Por isso digo que deve haver muita cautela quanto a isso e o mínimo de bom senso é imprescindível.

18 - O Livro do Destino e Ácido & Doce são bem diferentes um do outro, o que podemos esperar do próximo?

RM – Mesmo tão diferentes entre si, OLDD e A&D carregam algo em comum. Ambos possuem altas cargas dramáticas. Na verdade, o drama está presente em todas as minhas publicações, desde os contos até os poemas.

Quer dizer que em meus futuros trabalhos também poderão identificar o elemento dramático.

No mais, no cronograma que programei, irão se surpreender com outros tipos de abordagem. Quem viver, verá. Hahaha

19 - O que diz dos bastidores do meio literário?

RM – Ah, eu tenho muito a dizer sobre os bastidores da literatura. Quem sabe, um dia não escreva um livro sobre isso. Hahaha. A verdade é que, como em qualquer outro meio, encontrará muita gente boa e muita gente ruim. Observo muito amadorismo, briga de egos, disputas desleais e desentendimentos desnecessários por motivos bestas. É preciso ter cautela, sobretudo com quem se alia nesse meio. 

20 - Já se decepcionou com alguma editora?

RM – Até o momento, já trabalhei com muitas editoras, um total de X diferentes meios de publicação. E, na verdade, consigo entender que cada uma tem sua própria forma de trabalhar, desde o modo como tratam os livros que editam, os autores e até mesmo o público.

Não me queixo de nenhum dos relacionamentos que mantenho com as editoras. Pelo menos até agora. Todos foram produtivos de alguma forma e contribuíram para a minha evolução no mercado. Claro que me familiarizo mais com umas em detrimento de outras, tenho mais carinho por algumas, mas todas têm o seu valor.

Mesmo assim, decepções fazem parte de toda a estrutura editorial. Mas, nem sempre essa decepção tem a ver com uma conduta prejudicial ativa de uma editora, mas com um posicionamento omisso e, muitas vezes, amador das mesmas.    

21 - Qual estilo gosta de escrever? Fantasia, hot, ficção científica, romance, terror...

RM – Já escrevi em diversos gêneros e creio que um grande desafio ao escritor é se mostrar versátil. Obviamente, há as preferências. Venho de grandes referências fantásticas, minha escola clássica não nega isso, mas, hoje em dia, devo admitir que venho me encantando cada vez mais pela escrita de romance.

22 – Por que decidiu ser escritor?

RM – Vejo a carreira como uma fuga da realidade e possibilidade de deixar um legado.

23 - Que tipo de livro você gosta de ler?

RM – Gosto de ler livros onde a leitura flui com facilidade. Odeio leituras truncadas e enfadonhas. Hahaha. Para isso, é fundamental uma boa construção do roteiro.

24 - Quando alguém te critica por escrever romances para mulheres? Já perdeu a paciência alguma vez com esse tipo de crítica?

RM – Escrever livros para mulheres? Bem, estatisticamente, o publico leitor brasileiro é composto de 60% de mulheres. Meninas lêem mais e são mais engajadas intelectualmente. Então, por que diabos alguém encararia o fato de “escrever para mulheres” de forma pejorativa? Pelo contrário. É uma honra.

Observo diariamente um fenômeno que aconteceu comigo. Meu público geral é composto em 80% de mulheres. Isso é uma honra para mim. Dizer isso não é crítica, é um elogio.

25 - O que você acha dos PDF's?

RM – Seria hipócrita se levantasse um discurso contra a pirataria. É claro que a distribuição indiscriminada de PDF’s prejudica e muito aos autores, ainda mais porque já dispomos de pouquíssimos recursos. Mas, às vezes dá até para encarar positivamente a problemática. Talvez, alguém que não teria condições hipotéticas de ler sua obra, consiga acesso pirata e venha a querer consumir um produto “original”. Sei lá...

26 - Qual foi seu maior desafio enfrentado até hoje em relação a criação de certos personagens?

RM – Existe alguma rebeldia em certos personagens. Por mais que você queira que tomem uma atitude, fogem do programado. A maior dificuldade é lidar com esse tipo de rebeldia. Hahaha.

27 - Quando você escreveu Ácido & Doce, sentiu alguma dificuldade por ele ser hot? Tipo nas cenas, foi algo confortável para você?

RM – Creio que aqui nós devemos fazer algumas considerações. Na minha perspectiva, um livro HOT é aquele em que a trama gira em torno de atos sexuais em si, onde o sexo é tido como elemento crucial da história. ÁCIDO & DOCE, apesar de conter cenas de sexo, não tem o ato libidinoso como um elemento crucial. Ou seja, para mim, apesar dele ser bastante provocativo, foge um pouco da classificação HOT.

Mesmo assim, esse esclarecimento não desvirtua a pergunta, que é bastante oportuna.

Confesso que escrever essas cenas mais picantes me deixou um pouco apreensivo. Acho que é normal sentir isso. Hahaha. Mas, o “desconforto” é mais em relação a tal apreensão da recepção dos leitores, e não em relação ao descrever ou não as cenas. Na verdade, o sexo é algo bom, que faz parte de nossa essência e não deve imprimir vergonha a ninguém.

28 - O que você esperava ao escrever um livro sensual? Afinal, são poucos homens que escrevem livros com esse tema!

RM – Ainda existe um “preconceito” com esses livros, mas não vejo motivos palpáveis para isso. A inclusão de cenas picantes torna o trabalho menos nobre? De forma alguma.

O que eu esperava era quebrar paradigmas e provar que posso navegar por águas mais ousadas sem perder mérito. A mente deve permanecer aberta, livre e sem barreiras.

29 - Como você se sentiu ao publicar seu primeiro livro?

RM – É uma sensação muito boa, semelhante ao poder de voar. Sabe? Passou tanto tempo desenvolvendo aquela história, escrevendo, revisando, reescrevendo, criando e, então, todo aquele esforço é recompensado ao ver seu livro em mãos. Palavras que saíram da sua mente ganhando vida, personagens se tornando reais, pessoas lendo e conhecendo sua obra... É tudo fascinante. Um sonho!

30 - Quando você tomou a iniciativa de ser escritor? Você obteve apoio de sua família e amigos?

RM – Houve uma ocasião em que já não conseguia segurar as histórias que me ocorriam e estava precisando expurgar essas tramas. Uni o útil ao agradável ao começar a escrever.

Sim, recebi apoio de alguns familiares e amigos. Hoje em dia, também recebo muito apoio de meus leitores.

31 - Na sua opinião, qual maior dificuldade de um escritor nacional?

RM - A maior dificuldade, creio eu, não vem com o processo criativo (escrever/revisar), nem com a tarefa já árdua de publicar, mas sim com a pós-publicação. O mercado editorial brasileiro é muito retrógrado e não valoriza o produto nacional. Isso é um fato. Como consequência, temos escritores que precisam se virar com aquilo que encontram à disposição para tentar se fazer conhecer.

OK, legal. Você escreveu um livro e conseguiu publicar. Infelizmente, agora, terá que fazer com que as pessoas conheçam seu trabalho, se interessem por ele e queiram ler. Para um autor iniciante, esses primeiros passos na pós-publicação são extremamente dificultosos. Ainda mais se levarmos em consideração que a maioria das editoras brasileiras que apostam em autores (semi) desconhecidos não dá o suporte necessário para a divulgação e propagação do produto.

O resultado é triste e catastrófico. Nos deparamos com escritores em situação de puro desespero tentando angariar leitores a qualquer custo.  


Eu tive essa dificuldade, ainda tenho e sei que a maioria dos autores nacionais novatos passa por isso.  Não é fácil fazer um brasileiro se interessar por um livro escrito por outro brasileiro, ainda mais se for “desconhecido”.  


CONHECENDO AS OBRAS DO AUTOR

Sinopse - O livro do Destino O que você faria se recebesse um artefato capaz de alterar o destino de pessoas ao seu redor, interferir no futuro e destruir realidades? O que faria se um instrumento de tamanho poder caísse em suas mãos? Praticaria o bem ou mal? Utilizaria para sanar as desgraças do Mundo ou para alcançar objetivos egoístas? Tentaria salvar àqueles ao seu lado, ou salvaria apenas a si mesmo? --- Eric Dias é um rapaz de recém feitos dezessete anos. Pacato, vive uma vida tranquila, sem grandes preocupações. No entanto, um presente inusitado pode alterar para sempre seu destino e de todos ao seu redor. O que o rapaz fará com tal responsabilidade sobre seus jovens ombros?


Sinopse - Ácido & Doce
Apesar de desolado com a partida de sua amada amiga Lívia G. para tentar realizar o sonho de se tornar uma modelo internacional na França, Alejandro Vidal Braga seguiu em frente e tornou-se um rapaz ambicioso, totalmente movido pela ganância, embora dono de uma personalidade dúbia que o deixa em xeque. Mas, o retorno de assuntos do passado promete fazer com que Alejandro tenha que adotar novas posturas de atitude e comportamento ao ponto de torna-se irreconhecível aos olhos dos próprios pais em busca de aceitação e identidade própria. Eveline é uma jovem bonita, charmosa e atraente que guarda muitos segredos de um passado nebuloso e sombrio. Ainda que seus motivos sejam desconhecidos, a garota misteriosa parece estar determinada a terminar de destilar seu plano de vingança contra o homem que lhe fez sofrer. Eveline tem contas para acertar e ninguém poderá ficar em seu caminho. Acompanhe a trama de ÁCIDO & DOCE sob a ótica de dois personagens e prepare o coração para se impressionar do início ao fim com um enredo inovador repleto de reviravoltas, subtramas, conspirações, encontros e desencontros. Com pitadas de suspense, erotismo, drama, mistério e intrigas, ÁCIDO & DOCE é um romance urbano diferente, sensual, eclético e frenético que promete muitas surpresas. Experimente diversas sensações que irão do ácido ao doce em cada página.

SIGA AS NOVIDADES DO AUTOR NO FACEBOOK