segunda-feira, 8 de maio de 2017

ENTREVISTA LUNÁTICA - AUTORA CHIRLEI WANDEKOKEN


DE FRENTE COM AS LUNÁTICAS


CONHECENDO A AUTORA

Chirlei Wandekoken é jornalista, coordena a área editorial da Pedrazul Editora, a qual foi idealizadora juntamente com seus sócios. É apaixonada pelos livros desde criança e, atualmente, a sua preferência literária, além dos clássicos ingleses, são os romances contemporâneos de época e os históricos. Além de A Estrangeira, o primeiro livro da série independente O Quarteto do Norte, é dela também os demais livros da série: A Ama InglesaUm Cocheiro em Paris e Fronteira da Paz. A autora possui mais dois romances publicados, ambos contemporâneos, cujos enredos se passam no Brasil: Por Trás da Escuridão e O Vento de Piedade.


Seu nome completo e o título do seu livro (Todos que tiver)

R: Chirlei Wandekoken. Formação: Jornalista. A minha paixão pelos livros veio de criança, pois minha mãe lia para nós (tenho mais 4 irmãs) todas às noites antes de dormirmos. Sempre fui leitora e quem lê, geralmente, escreve. Começou como um hobby, pois tenho uma mente inquieta (risos) e sempre estou à procura de um desafio. Meu primeiro romance foi publicado em 2011 por uma editora extinta (acho que quebrei a editora). Trata-se de O Vento de Piedade. Em 2014 lancei o segundo, já pela Pedrazul, Por Trás da Escuridão. Ambos são romances históricos que se passam no Brasil. O primeiro se passa numa cidadezinha chamada Piedade e o segundo na Zona da Mata Mineira, numa região chamada Recanto dos Barões, com aqueles casarões imperiais. A história e não é de terror, é drama com romance. A escuridão se refere à cegueira de uma personagem idosa muito importante para a trama e a uma parte do casarão imperial que ficava sempre interditada. O terceiro é A Estrangeira, um romance histórico inspirado na Batalha real de Otterbourne, ocorrida em agosto de 1388, no Norte da Inglaterra. Nessa batalha as tropas escocesas do conde de Douglas, lorde James, que havia proibido a caça em suas terras,atacaram o exército inglês do lorde Henry Percy Hotspur, o filho mais velho do primeiro conde de Northumberland, interpretando uma caçada liderada por Sir Percy na fronteira como uma invasão à Escócia.Em A Estrangeira ousei escrever duas histórias ao mesmo tempo, uma que se passa em 1388 e a outra em 1830, ambas na Inglaterra. Foi um enorme desafio, pois uma história interfere na outra mesmo que a última se passe 442 anos depois. Tive que fazer muita pesquisa sobre as facções (guerras) na Prússia (antiga Alemanha), e na Áustria, pois no romance, mesmo que en passant essa questão das guerras, tinha que ser crível. Exploro também a rivalidade entre a Escócia e a Inglaterra, pois têm duas famílias inimigas no livro: a escocesa Douglas e a inglesa Percy. A rivalidade entre as duas famílias vem desde a época medieval até o século XIX e vem separando as pessoas, tonando amores impossíveis, etc. Exploro também a vida das cortesãs inglesas século XIX. Bem, este livro me tomou vários anos. Escrevo-o desde 2008. Depois que terminei A Estrangeira e como ele tem muitos personagens secundários, resolvi escrever um romance para cada um deles, pelo menos para os três principais. Então escrevi romances menores, porém de época, e dei à série o nome deQuarteto do Norte, pois todos os personagens são do Norte da Inglaterra. Apenas A Estrangeira será impresso. Os demais eu pretendo lançar somente em formato digital. Na próxima semana já estarão todos na Amazon. As histórias são completamente independentes, mas os personagens delas transitam de um romance a outro, são eles: A Ama Inglesa,Um Cocheiro em Paris e Fronteira da Paz.

 De onde busca inspiração?

Dos livros, com certeza. Ler faz minha mente fervilhar de ideias. Das viagens também. Sempre que conheço um lugar novo fico imaginando as pessoas que viveram ali, seus amores, suas dores, suas alegrias...

 Quais as dificuldades enfrentou ou enfrenta?

A dificuldade de qualquer escritor sempre foi e sempre será a de fazer com que alguém o leia.

 Qual seu livro e autor favorito?

A Estrangeira, pois me sugou o tempo, as ideias (risos) e gosto dele. Este livro tinha outro título, era A Nascente do Lago Musgo, mas alterei para algo mais comercial.Também gosto de Fronteira da Paz, embora seja um romance curto, comecei a escrevê-lo despretensiosamente e a história saltou para a tela do notebook. As pessoas gostam muito de O Vento de Piedade, mas foi meu primeiro romance e eu não ouso lê-lo agora. Certamente iria criticá-lo.

 Um gênero que você jamais escreveria?

R:Terror, distopia e literatura fantástica.

Seus futuros projetos

R: Minha carreira está muito ligada à editora Pedrazul na qual sou editora-chefe. Meu foco, portanto, é fazê-la grande, conhecida por todos, cujos livros sejam best-sellers. A questão da escrita em minha vida é secundária. Devo continuar escrevendo, pois as histórias vêm à minha mente e necessito contá-las.

 Deixe um recados para as Lunáticas por Romances?   

R: Eu adoro esse nome, pois eu sou meio ‘lunática por romance’. Já passei a noite toda lendo e vi o dia amanhecer. Lembro-me da primeira vez que fiz isso, foi lendo E O Vento Levou, de Margaret Mitchell. Mas isso se tornou recorrente e só entende quem ama romance a ponto de ser chamada de lunática. Já fiz muitas loucuras por causa de livros, tipo comprar 100 de uma só vez usando o dinheiro de outro fim. Depois fiquei cheia de livros e de dívidas.





CONHEÇA AS OBRAS DA AUTORA:

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No século XIX, o conde de Northumberland, conhecido por lorde Hotspur, um dos descendentes de Sir Percy, um cavalheiro medieval envolvido na Batalha de Otterbourne, travava uma luta bem menos sangrenta. Obrigado por honra a se casar com uma prima por quem ele não nutria nenhuma simpatia, ele se depara com uma misteriosa recém-chegada às imediações de Alnwick Castle.  A misteriosa estrangeira, vestida à moda de vinte anos atrás, mexe com a imaginação de todo o condado e, principalmente, com a vida do conde. Pouco se sabe sobre a moça, apenas que é metade inglesa e metade prussiana. Com apenas alguns Shillings e um cão, que apareceu sem ser convidado, a vida de Eliza se cruza com a do conde Hotspur, o cavalheiro que herdara de seu antepassado, além do apelido, o ímpeto e a beleza. Entretanto, fala-se no condado que o clã Northumberland, além de ter a estranha tradição de se casar com primos, no passado casava-se com seus próprios irmãos. O encontro entre o conde Hotspur e a pobre dama vai desenterrar antigas contendas, ela querendo se esconder e ele desvendar o passado.
 Inspirado na Batalha real de Otterbourne, A Estrangeira narra duas histórias ao mesmo tempo. Embora intercaladas por 442 anos, a primeira influenciará a segunda: o amor proibido de Sir Percy Hotspur por Miss Evans, e o envolvimento do conde Hotspur, com Eliza. Ambas cheias de mistério, mas desconcertantemente belas.




Num pequeno vilarejo, no interior de São Paulo, Brasil, Corina, uma moça considerada rebelde, é expulsa de casa pelo pai após ser flagrada nua com o namorado no sótão da igreja da vila. Aos 16 anos, se vê sozinha no mundo, com apenas uma carta e uma pequena quantia em dinheiro. No papel, o endereço de um homem desconhecido, em Piedade, interior de Minas Gerais. Na chegada ao vilarejo, descobre que o homem, filho mais velho da tradicional família Nicolini, a quem deveria entregar a carta de sua mãe, havia morrido. Sem saber o que fazer e sem poder voltar para casa, Corina se descobre grávida e é obrigada a viver naquele lugar, como agregada daquela família. Eduardo, o mais novo dos Nicolini, se transforma em seu grande amor. Em meio à tomada do poder político no Brasil pelos militares, em 1964, seus pais desaparecem e com eles as respostas. Em seguida, o patriarca Nicola Nicolini também morre e leva para sempre o segredo da carta. Muitos anos depois, Corina se vê diante de um dilema: contar a verdade à filha, e correr o risco de ser odiada, ou deixar que uma tragédia aconteça? O vento de piedade havia soprado novamente, levando consigo toda a sua esperança. Rejeição, segredos e perdas. "O Vento de Piedade" traz verdades escondidas e paixões proibidas.



É um romance que se desenvolve num cenário nostálgico e cheio de misteriosas histórias. A trama tem início com dilema da publicitária Ana Solevade, uma jovem viúva, mãe de dois adolescentes, desempregada e sem perspectivas. Sem saída, ela é obrigada a aceitar um trabalho longe de casa e parte rumo ao desconhecido, indo encontrar-se com uma mulher misteriosa, altiva, muito cruel e completamente cega.

Logo após a sua chegada, encantada pela riquíssima biblioteca do casarão imperial, em cujas prateleiras pululam os mais extraordinários clássicos da literatura universal, a publicitária percebe que sua amargurada patroa guarda inúmeros segredos, envolvendo outra tradicional família da região. A ala oeste da casa permanece constantemente trancada e a proibição de explorá-la é taxativa. Isolada, assustada, humilhada pela velha senhora, impactada pelo súbito interesse do enigmático patrão, Rodrigo Montemezzo, o filho da matriarca, um homem dividido entre o presente e um passado misterioso, com saudade dos filhos, ela encontra alento na amizade de Polaco, um pequeno órfão, que logo se torna o centro de suas atenções, pelo menos até ela conhecer o ainda mais enigmático Eduardo Olegário, o médico de sua senhora. É a partir daí que começa o seu verdadeiro drama, completamente envolvido nos segredos do casarão dos Montemezzo, Eduardo não é livre. Ana, contudo, faz uma arriscada escolha que mudará para sempre o curso da sua vida.



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