terça-feira, 2 de maio de 2017

CONTO SORRISOS METÁLICOS




CONTO ESCRITO POR: A autora Michaelly Amorim 
CAPA: Taty Lima 

" Hoje era dia de manutenção do meu aparelho, já tinha dois meses que eu enrolava e não aparecia no consultório da doutora Ana. Ela vivia reclamando e me cobrando pois além de dentista era minha amiga desde a faculdade de odontologia. Ela cursava odonto e eu fazia biologia no mesmo campus. Então nós conhecemos pois nos dias eramos monitoras do laboratório de anatomia. Quando terminamos a faculdade mantivemos contato e continuamos amigas. 
Cheguei no consultório na maior cara de pau. 
- Oi Sandra, ainda tem vaga pra hoje? - Esqueci de marcar horário então teria que esperar na fila, mas para a minha sorte ela se resumia a cinco pessoas.
- Tem sim. Depois do Davi é sua vez, sente-se aí fique a vontade. 
Fiquei folheando as revistas de moda e fofoca que tinham ali. E logo chegou minha vez. 
Quando Sandra chamou meu nome eu segui pelo corredor até a última porta a direita e entrei. 
Na mesma hora eu estanquei. Jesus abençoe aquela criatura. Costas largas, loiro, olhos verdes, é um sorriso de molhar calcinha e cuecas. 
- Olá Cinthia. A quanto tempo, que bom te ver. - ele falou e Jesus eu acho que minha calcinha ficou molhada com aquela voz rouca. Aquele era o irmão da Ana, irmão mais velho dela e também formado em odonto. E Jesus que homem gostoso do caralho. Quase tive um orgasmo quando ela me apresentou o pedaço do mal caminho.
- É bom ver você tambem, Pedro. Onde está a Ana?
- Ela está resolvendo um problema na escola do Joãozinho​, e como eu estava de folga hoje ela pediu pra eu a substituisse. 
- Ah, sim. Tudo bem. - Eu disse e me sentei na cadeira e fiquei esperando ele arrumar as liguinhas e tal. Meio envergonhada eu fui falando enquanto ele terminava de organizar.
- Olha, tem dois brecks descolados e os quatro anéis estão soltos. 
- O que andou fazendo? - Ele perguntou rindo. 
- Nada.. - eu disse é quando ele me olhou com cara de: "Nada não quebra breck" eu acrescentei - e pé de moleque. 
Ele riu com minha cara de culpada. 
- E os anéis? - Ele perguntou.
- Ah esses descolam todo mês, meus dentes são arredondados e não deixam a massinha segurar o anel. 
- tudo bem. Mas tem que evitar comer pé de moleque.
- só se vc me dizer algo melhor pra comer. 
Ele sorriu diabólico pra mim e eu juro que vi ele dizer: Eu. 
Eu sorriso safada e ele pediu pra eu abrir a boca pra fazer a manutenção, fez tudo rapidinho e logo acabou. 
Eu levantei dá cadeira e ele tirou as luvas.
- Espera, tem massinha aqui no canto da boca. - Ele disse limpando com a ponta dos dedos. Que demorou de mais na minha boca. 
O clima começou a esquentar e então para a minha surpresa ele disse: 
- deixe eu lhe dar algo para que evite pé de moleque. 
Ele me deu um leve selinho e acrescentou - Se mês que vem chegar aqui sem nenhum breck quebrado eu lhe recompensarei com bem mais do que um beijo.

E foi assim que eu passei a amar paçoca, ela não quebra breckt. Passei o mês só comendo mingau, comida liquida e paçoca, não podia correr o risco de perder a recompensa na próxima consulta, longe de mim quebrar um breck. 
Quando estava perto do dia da minha manutenção eu recebi uma ligação da Ana. Ela dizia que o Irmão dela tinha pedido para me passar pra ele, pois queria dar um tratamento gratuito e tinha pensado em mim. E ela me perguntava se eu aceitaria trocar de dentista. 
Claro que eu aceitei, agora, além de ter um dentista lindo e gostosão cuidando de minha boca, em todos os sentidos - eu espero – eu teria também a consulta de graça. Gente ganhar essas coisas é quase tão bom quanto paçoca. Quase. Então ela me disse que meu atendimento já estava marcado para a sexta feira, às seis horas, pois eu iria do trabalho direto pra lá.
Enfim o esperado dia da manutenção chegou. Como não sou idiota, escovei os dentes bem muito antes de ir, sai de casa com a boca dormente, mas com o hálito congelante de tão fresco. O consultório dele ficava em um prédio junto com várias outras clinicas, ele era associado lá. Anunciei meu nome na recepção e logo a recepcionista, uma senhorinha bem simpática, avisou que eu podia entrar, pois eu seria o ultimo paciente dele naquele dia. 
- Rosa, pode sair, eu fecho tudo hoje. – Ele avisou a secretária que sorriu acenando e saiu do consultório. 
- Então Cinthia, deite aqui e deixe-me ver essa boquinha linda – Ele sorriu preparando o material.
Eu abri a boca e ele sorriu safado ao perceber que eu não tinha nada quebrado dessa vez. 
- Ora, ora, alguém desistiu de comer pé de moleque. – Ele brincou.
- Fazer o que? Eu gosto de desafios, ainda mais quando o prêmio é algo que me interessa. – Eu respondi nem um pouco tímida. Dois podem jogar esse jogo.
- Então eu te interesso? – Ele disse passando o dedo por minha boca de forma sexy, até que a luva enganchou na porra do breck que ainda estava sem a liguinha e ele puxou tentando soltar.
Estava tão enganchado que acabou rasgando a luva descartável e ele começou a rir. 
- Acho que seus brecks estão querendo me deixar nu. – Ele falou e eu dei o meu sorriso mais safado e na cara dura, bem lentamente (que era pra ele ver) analisei sei corpo todo. Ele ficava muito gostoso naquele jaleco, ombros largos e peitoral definido naquela blusa justa branca, calça branca que contornavam aquelas pernas deliciosamente. E devo dizer que minha analise estava mexendo com ele, isso e o fato de eu estar mordendo os lábios, (aprendi com a Anastácia, mordida nos lábios é sexy e sempre funciona) sua calça estava ficando apertada em um ponto bem específico. 
- Eu não reclamaria se ficasse nu. – eu disse safada enquanto ele terminava de fazer a manutenção.
- Cinthia, Cinthia, o que faço com você? – ele perguntou passando a mão no meu rosto. 
Eu sorri com uma cara de quem diz: Faça o que quiser comigo. 
Quando ele terminou de tudo perguntou:
- Então o que gostaria de ganhar como prêmio por ter se comportado e não comido pé de moleque? 
- O que você gostaria de me dar? – eu devolvi a pergunta.
- Isso. – Ele disse e me beijou. Não como da última vez que tinha sido só um selinho basicamente, mas ele me beijou com desejo. 
Meus braços envolveram seu pescoço e o trouxeram pra mais perto de mim, e ele desceu a mão para meu bumbum, unindo nossos quadris e me fazendo sentir o volume entre suas pernas. E que volume!
Ele apertou minha bunda e controlava os movimentos do meu quadril, eu gemia em sua boca cada vez que nossos quadris se encontravam.
Então ele me soltou. 
- Porra de mulher gostosa! Assim você tira meu controle. Não quero foder você aqui, pois não dá nem pra fazer metade do que eu quero. 
Eu estava ofegante, o beijo tinha me tirado as forças e a capacidade de pensar direito pois eu só conseguia pensar só no quanto eu queria que ele me fodesse ali mesmo. 
Ele deve ter percebido o quanto eu o queria e voltou a me beijar, mas dessa vez não tão urgente quanto o outro. 
- Tá afim de jantar comigo hoje? – Ele perguntou separando bem de leve os lábios dos meus. 
- Pode ser, não tenho nada pra fazer mesmo. – Respondi sem nem sequer pensar. 
- Tudo bem, te pego as 8, acho que ainda sei onde é sua casa. - Ele disse e abriu a porta pra mim - Mas aviso, não tem hora pra terminar a noite. 
- Sem problema, tenho a noite toda. - respondi já de saída, mas ele me puxou pelo braço e me deu mais um beijo.
- Conto com isso. – Ele disse antes de se encostar na porta e me observar ir embora. Em casa meu coração parecia uma bateria tocando creu no nível 10. Tomei um banho daqueles bem demorados, dei uma geral em alguns pelinhos inconvenientes, vesti um tubinho preto e coloquei um salto tão vermelho quanto o meu batom. Quando estava pronta olhei a hora. 
Droga ainda faltavam vinte minutos pra ele chegar. Eu podia ter demorado mais na arrumação. Pra passar o tempo e me acalmar um pouco eu fui na cozinha e abri meu pote de paçoca. E para a minha tristeza eu lembrei que ele estava vazio. 
A tristeza me assolou, minhas paçocas tinham acabado. A vendinha da esquina ainda estava aberta, fechava as oito. Rapidamente peguei dinheiro na minha bolsinha e fui rapidamente na esquina. Precisava de mina paçoca pra me acalmar e me deixar leve. 
Olhe pelo lado bom: É melhor ser viciada em paçoca que em pé de moleque, pé de moleque quebra o aparelho, e a paçoca é até mais saborosa. 
- Boa noite seu João, vim comprar mais paçoca. 
- Boa noite minha filha. – Disse o senhorzinho do mercadinho - Tá bonita hoje, vai deixar ele louco com esse vestidinho. Ah se eu fosse jovem! 
Seu João sempre tirava brincadeiras comigo, mas sempre foi respeitador, ele me viu crescer e era o melhor amigo do meu avô. 
Sempre que eu ia lá a gente ficava conversando sobre as coisas da vida, mas hoje eu não podia demorar ou o Pedro poderia aparecer e pensar que eu não estava em casa. 
Então peguei a penas o pacote de paçoca e fui pagar a seu João.
- Hoje é por conta da casa, pra dar sorte no seu encontro. 
Eu agradeci e sai do mercadinho indo na direção da minha casa. Na porta, já dando as costas para sair estava Pedro.
Como ele não me viu eu decidi elevar a voz e chama-lo.
- Não está fugindo está? 
Assim que ele me ouviu virou na minha direção e ficou surpreso. Eu sei que estava linda. 
- Claro que não! Pensei que tivesse desistido e por isso tinha saído. – Ele disse enquanto eu me aproximava. – Puxa você está ainda mais linda, assim eu me apaixono.
- Fui comprar paçoca – Eu disse – As minhas acabaram. Vou só guardar ali e já venho. 
- Não vai mesmo! Adoro paçoca! Proponho um encontro à três, eu você e a paçoca. – ele falou com um sorriso de lado. 
- Deixe-me ver, A gente come ela e depois você me come? – Eu perguntei levantando uma sobrancelha.
- Ou eu como você e ela ao mesmo tempo. – Ele falou me puxando pra me dar um beijo – Qual será seu gosto junto com paçoca? 
- Você vai ter que descobrir saboreando.
- Isso é um sim? – Ele perguntou 
- Eu devo estar muito afim de você pra dividir minha paçoca contigo, sinta-se honrado. 
- Sou o cara mais sortudo desse mundo! – ele concordou e eu entrei no carro.
Fomos para um restaurante e quando terminamos de jantar fomos pra casa dele, um apartamento bem luxuoso na parte nobre da cidade. 
- Sabia que eu sou louco pra te provar desde que você começou a andar com minha irmã? – ele confessou depois da segunda taça de vinho. Já tínhamos jantado
- Mas você era comprometido na época. – Eu lembrei.
- Graças a Deus tomei juízo. Mas enfim, não te trouxe aqui pra conversar, quero ocupar as nossas bocas com outras coisas. 
Ele então me puxou e realmente ocupou nossas bocas. O beijo se tornou urgente, e nossas mãos ganharam vida própria, tirei seu casaco, e ele abriu o zíper de meu vestido, tirando ele por minhas pernas tocando cada parte que ficava nua. 
Tocou meus seios por cima do sutiã de renda, e eu tirei sua blusa. Seu corpo era perfeito, forte na medida certa, e simplesmente maravilhoso. Eu estava só de lingerie e salto, ele passava as mãos por meu corpo e onde ele tocava eu sentia formigar e aquecer, e todas essas sensações se uniam no meio de minhas pernas me deixando ensopada. 
Ele me colocou no colo e me levou para o seu quarto, chegando lá me jogou na cama e ficou me observando. 
- O que eu faço com você Cinthia? Você me enlouquece assim.
- Faça o que quiser. Hoje sou toda sua. – Eu respondi sedutora. 
Ele então passou as mãos pelo meu corpo e suavemente retirou o sutiã. E desceu para os saltos retirando um por um e beijando minhas pernas. Beijou meu centro por cima da calcinha e eu gemi só em sentir a proximidade. 
Então ele retirou minha calcinha e beijou minhas penas se aproximando devagar do lugar onde eu o queria com a boca. 
Ele beijou, lambeu, chupou, mordeu, brincou com a língua e com os dedos e só parou quando eu gozei. Então ele tirou a própria calça e se deitou em cima de mim me beijando a boca. Eu o empurrei ficando por cima dele e sentei em seu quadril muito próxima de seu membro já enorme e duro. 
- Minha vez, doutor. Hora de mostrar o que eu sei fazer com a boca que o senhor cuida são bem. – Eu disse enquanto descia pelo seu corpo até ficar cara a cara com a parte que eu queria. 
Dei umas lambidinhas só pra torturar, massageei com as mãos, e em seguida cai de boca. A única coisa que amo mais que paçoca, era um pau que soca gostoso. Chupei cada centímetro daquele pau gostoso. E como estava gostoso, e não só pra mim pois ele estava bem perto de gozar. 
- Já chega – Ele disse e em seguida me afastou de seu pau. Se abaixou na calça e tirou de lá um camisinha a colocando rapidamente. – Vire-se quero te comer de quatro. 
Eu me virei e ele rapidamente me preencheu em uma estocada só. Estava tão duro e gostoso que eu gritei de prazer com a invasão. 
- Então você gosta quando eu meto com força, né? – Ele falou no meu ouvido quando eu gemi de prazer depois de uma estocada forte. – Geme mais, vai. Geme. 
Ele deu uma tapa na minha bunda de leve, e eu gemi de prazer. Ele continuou me penetrando gostoso, duro, e forte. 
Suas mãos apertavam minha bunda, minha cintura meus seios, tudo em mim se voltava para um único ponto, uma única sensação, o orgasmo que se aproximava. 
Ele acelerou os movimentos, e com isso eu explodi em um orgasmo daqueles de deixar a pessoa dormente. E ele me acompanhou logo depois. 
Eu cai na cama exausta e ele deitou ao meu lado. 
Ambos estávamos com a respiração acelerada. Depois de alguns minutos ele me olhou serio e disse: 
- Vamos ter que repetir tudo do começo. - Eu o olhei sem entender e ele abriu um sorriso safado. – Esqueci de colocar a paçoca em você. Então vamos ter que fazer tudo de novo