sábado, 29 de outubro de 2016

O Calendário da Cinthia: JULHO


Clube Lunáticas por Romance, Julho de 2016.

Mês de julho. Cinthia olhava para o calendário pensando em todas as experiências que até então havia vivido. Já com as malas prontas, ela seguiria para o aeroporto em poucos minutos. Tudo que sabia até o momento, era que seu contratante se chamava Pietro Brizolli, um advogado de sucesso, inclusive, de casamento marcado. Fato esse que descobriu em uma pesquisa no Google.
Cinthia observou sua foto, um homem charmoso, elegante, olhos castanhos, lábios medianos, nariz aquilino e barba levemente por fazer. E o físico, meu Deus, que físico! Um praticante nato de atividades físicas. E olhando seu sorriso encantar, parecia mesmo um verdadeiro cavalheiro. Mas algo naquela história não batia. Ela o encontraria na mesma cidade onde sua noiva morava, na verdade, ambos.
Se tudo isso não fosse uma maneira de romper um noivado, não havia outra explicação para tê-la contratado. Mas saber os reais motivos, não era uma clausura em seu contrato, e sim, atender seu cliente. E mais uma vez, ela seguiu de encontro ao que parecia ser seu destino.
Cinthia tinha seus motivos, e salvar a vida de sua irmã, a faria seguir até o ultimo mês. Apesar da viagem de primeira classe ter sido confortável, o mesmo frio na espinha se apossava dela a cada vez que desembarca em uma nova cidade. E Cinthia já fora surpreendida algumas vezes. Mas ter loira, de beleza estonteante e sorriso fácil, com uma plaquinha com seu nome escrito, era bem mais do que ela poderia prever. Pelas roupas de grife e jeito de socialite, teve certeza que não era uma assistente.
— Cinthia Gutierrez? — A loira mantinha o sorriso convidativo.
— Sim! — Se aproximou ainda sentindo-se confusa.
— Sei que esperava por um homem, ou alguém a mando dele, mas... Sou a noiva dele. Parece confuso, mas posso te esclarecer no hotel sobre o porquê te contratei?
Puta que pariu! O pensamento veio como uma explosão, então era isso mesmo, ela foi contratada pela noiva do cara?
— Claro! — Sorriu sem jeito, nisso até mesmo a vaca da sua tia Scarolina se sentiria enganada. No contrato estava expresso o nome dele, e agora essa bomba. Talvez fosse um ménage a trois, algo assim. Mas, meu Deus, como assim ficar com um cara com a noiva bem ao seu lado? Isso poderia ser aceito por outras acompanhantes, mas embrulhava o estômago de Cinthia.
Ela tinha consciência que não era obrigada a fazer sexo, porém qual a finalidade de ela estar ali se esse não fosse o intuito do casal?
Era necessária mesmo uma conversa, e ela deixaria bem claro como funcionavam as regras no clube Lunáticas.
Como a estadia seria de um mês, Caroline optou por um flat de luxo, dizendo ter visado privacidade e comodidade. Cinthia não fez objeções quanto a isso.
Seguiram para o último andar, ao saírem do elevador, entraram no Flat. A sala acomodava um grande sofá luxuoso com uma televisão de ultima geração. Ao lado esquerdo, uma moderna cozinha conjugada com uma pequena sala de jantar. Entrando a primeira porta a esquerda, ela se deparou com o quarto. De início as cortinas de sedas por todas as janelas tiveram sua atenção. A cama grande, na parte central da suíte, lhe fez desejar um bom cochilo. O closet, igualmente luxuoso, dava um detalhe sofisticado ao local. Na parede em frente à cama, outra televisão. Ao lado esquerdo, um mini bar, ao direito, uma mesa de vidro para dois, com vaso de lírios brancos. No canto, uma poltrona branca para leitura, e banheiro com hidromassagem. Sim, ela poderia ficar um mês ali, com certeza.
Após deixar suas malas no quarto, apesar de querer um banho, a imensa curiosidade em saber o motivo de ter sido contratada, a fez adiar tudo para enfim conversar com Cristine.
A loira ainda estava sentada ao sofá, pelos momentos das mãos, parecia mesmo nervosa.
Cinthia se aproximou, enfim ela saberia o motivo, então disse às palavras que tanto necessitavam de respostas.
— Então Cristine, poderia me informar para quê fui contratada?
Cristiane respirou fundo.
— Te contratei para uma pequena vingança. Mas não pense que eu sou uma má pessoa, não mesmo. Só queria uma vez na vida, dar o troco.
— Imagino que seja com seu noivo, isso? — Cristiane confirmou ainda nervosa. Cinthia ainda estava surpresa, mas vingança era seu segundo nome e ela gostava mesmo disso. Sentou-se de frente a sua cliente — Mas primeiramente, por que quer se vingar e como irá fazer?
— Primeiro quero deixar claro que não foi fácil chegar a isso e pode até parecer loucura, mas...
— Relaxa, tenho vivido uma loucura durante esses meses e nada vai me surpreender. Então pode desembuchar. — A espontaneidade de Cinthia arrancou um sorriso de Cristine. Ela respirou fundo.
— Meu pai era administrador na advocacia do meu noivo, inclusive, foi através dele que o conheci. A principio foi amor, parecia uma verdadeira história de amor, um conto de fadas. Ele, lindo e tão educado, mas depois, todas as mentiras vieram a tona, ele me traia, e bem além disso, me ameaça dizendo que mandaria meu pai embora caso colocasse um fim. Parece mentira, mas só conheci sua péssima fama depois de estar nisso até o pescoço.
— E por que não contou a verdade a seu pai?
— Meu pai já estava de idade, como a advocacia foi passada a Pietro por seu pai, ele não tinha consideração nenhuma pelos anos que meu pai dedicou à empresa. E não é só isso, até com minha melhor amiga, ele dormiu.
— Que vaca! Isso não é amiga, não mesmo!
— Cega pela paixão, demorei a tirar a venda e enxergar a verdade, ter uma noiva considerava boa moça, era tudo que Pietro precisava para acalmar os ânimos de seus pais que exigiam que ele deixasse sua vida de farra e gastos exagerados. Nunca foi amor...
— Mas como irá se vingar?
— Pietro sempre me humilhou, mês passado eu perdi meu pai. E agora mesmo deve estar se perguntando o que esse anel continua fazendo em meu dedo? Então, está aqui pela vingança. Quero humilhá-lo como ele sempre fez comigo com suas infidelidades, mas quero algo público, e nada melhor que o dia do meu casamento para isso. Quero que finja estar apaixonada por mim, em mais que isso, quero beijos e demonstração de amor mesmo.
Cintia deu um salto do sofá, como assim ter um relacionamento com ela?
— Nossa, eu adoraria poder ajudar, mas não me imagino beijando uma mulher apaixonadamente.
— Não pense que gosto de mulheres, não é isso, mas mais que ser trocado por outro homem ele surtará ao saber publicamente que foi trocado por uma mulher. Teremos tempo para ensaiar isso.
— Como assim ensaiar? Eu não me acho capaz disso, entende, gosto de macho, de rola.
— Eu também, mas pode fingir que...
— Desculpe, não tem como!
— Te pago a mais por isso...
— Não se trata de pagar a mais, se trata de não ser minha praia beijar mulheres.
— Podemos tentar, será tudo ensaiando, no casamento você estará como madrinha e na hora do, alguém tem alguma coisa contra, você se levantará e irá se declarar contando nossa história de amor!
Cinthia começou a rir, aquilo era muita loucura até mesmo para ela. Nunca se imaginou beijado e se declarando em público para uma mulher.
— Mas ele vai investigar e pode descobrir que foi armado.
— Mas nós temos um mês para tornar isso verdade.
— Como assim tornar verdade? — Cinthia se afastou desconfiada.
— Relaxa, eu não vou te agarrar, será ensaiado, lembra? Fotos juntas, beijos em pequenos vídeos, mensagens de amor... E então, aceita?
Cinthia pensou por minutos, aquilo era bem além do que ela esperava, como conseguiria beijar uma mulher, e ainda por cima, apaixonadamente? Mas pela família, fazemos sacrifícios, inclusive esse era o motivo de estar ali, e pensando bem, não seria algo tão ruim assim, já que, supostamente era ensaiado.
— Tudo bem, vamos lá! Quando começamos esse teatro?
— Hoje à noite, o que acha?
Ela respirou fundo, então era isso, um mês em um “suposto” relacionamento com uma mulher.
— Tudo bem!
— Então nos veremos a noite! — Cristine sorriu animada, se levantou, aproximou de Cinthia. — Até mais tarde! — Lhe deu um beijo no rosto.
Meu Deus!
A ideia ainda soava tão estranha, Cinthia não tinha certeza se conseguiria levar isso adiante. Mas antes de deixar seus neurônios ferverem. Atentou as suas necessidades. Ela precisava de um banho, e após, pediu sua refeição. Estava com fome, e antes que a fome a matasse. Ela a mataria.
Foi ao quarto, deitou-se a cama. Que delícia de colchão, sentia como se estivesse sobre uma nuvem de tão macio. Ligou para Tia, e ao escutar o que a sobrinha iria encarar agora, suas risadas foram pertinentes.
— Ora Cinthia, não se sinta mal, a vida é feita de novas experiências, quem sabe não gosta? — Sua voz soava debochada e provocativa. A tia desligou antes mesmo de dar brecha para Cinthia continuar.
Ela respirou fundo. A menos ela estava a par de tudo e caso tivesse certeza que não poderia continuar, seria sincera com Christine.
Próximo as nove, como foi prometido, sua campainha tocou. Ao atender, se deparou com a loira de sorriso fácil a sua frente.
— E então, está pronta?
Cinthia olhou para a mulher. Que maravilha, após resgatar a irmã, ela mesma iria mata-la por fazê-la passar por isso.
— Vai ser aqui mesmo? — Perguntou ainda com reservas.
— Claro, no quarto, não é nele que casais apaixonados ficam?
Cinthia coçou a cabeça, aquilo estava saindo dos eixos.
— Não se sinta mal, é da natureza humana, meninas são tão beijáveis, não acha?
— Não, não acho, definitivamente não!
A loira entrou sem reservas, seguiu direto para o quarto, Cinthia, após fechar a porta, a acompanhou. A loira tirou o casaco revelando estar de camisola, uma com estampa de vaca, que por sinal era a estampa preferida de Cinthia. E mesmo sendo Cristine bem sedutora, ela não queria mesmo se aproximar de uma mulher com camisola sexy, de estampa de vaca, não mesmo.
Christine se jogou na cama. Mantendo sorriso radiante no rosto.
— Não sente vontade de vir aqui deitar comigo? — Perguntou animada a Cinthia.
— A única vontade que tenho é de sair correndo desse quarto, sem ofensas. Mas acho que está exagerando!
— Não seja tímida, vem cá e me mostre o que é capaz?
— O que?! Com você eu não sou capaz de nada, tenho certeza!
Cristine respirou fundo.
— Cinthia, eu trouxe a câmera, preciso de fotos nossas, preciso fazer essa história real. Eu te entendo, é estranho para mim também, e se não fosse por um motivo, eu nunca faria isso. Sabe, esse mundo machista nos faz acreditar que somos inimigas, mas acho isso ridículo. Esses homens safados nos colocam como produtos de loja, pedaços de carne que estão ali, a mero prazer deles, e quando nos apaixonamos, despedaçam nosso coração sem consideração alguma. — Cinthia continuou a distância. — Eu trouxe paçoca, você quer?
Bom! Agora a proposta começava a fazer sentido, por paçoca podemos deitar na cama com outra mulher, afinal é paçoca, não é? Nossa melhor amiga em situações extremas.
Ainda sim, com cautela, ela se deitou ao lado da mulher. Christine se aproximou, Cinthia se afastou um pouco.
— Por favor, só uma foto?
— Tá, tudo bem! Uma foto!
— Pode ter beijo?
— Calma lá que as coisas não são assim, ainda não me acostumei com a ideia.
— Um selinho? — Quando Christine se aproximou, Cinthia a deteve.
— Me deixa mentalizar isso primeiro, senão sem chance.
— Tudo bem, quer que te ajude? Ouvir minha voz pode te ajudar... — Ela se mantinha próxima com olhos cheios de expectativas. Olhar aquele rosto angelical e logo se imaginar beijando a garota, era algo que a vaca da Xena merecia. Isso mesmo, ela quem deveria estar ali. Que merda! Depois de tantos homens bonitos, agora Cinthia beijaria uma mulher.
Ouviu Cristine pedir para que ela fechasse os olhos.
— Olhos fechados!
— Agora vou me aproximar e te dar um beijo.
— Calma, as coisas não são assim. Não é vou beijar e me beija. É preciso tempo, precisa me conquistar primeiro, entende, deixar a ideia amadurecer. Até sugiro ser assim, hoje falamos do beijo, e amanhã beijamos, o que acha?
— Relaxa, você consegue minha linda! Vamos lá, agora eu vou...
Cinthia levantou os braços a afastando.
— Acho melhor você ficar caladinha e só beijar, ouvir sua voz dá um treco aqui no estômago, e não é legal.
— Então vamos lá, em silêncio! Posso segurar seu rosto?
— Hei, hei, hei, não vem com essa não, não precisa segurar rosto para dar um selinho, e acho que para o bem estar das duas, é melhor mantermos a distância de um braço.
— Tudo bem, um braço.
Cinthia fechou os olhos e fez um beiço que faria qualquer um se afastar, mas ao contrario disso, sentiu Christine lhe dar um selinho.
Arregalou os olhos, a mulher ainda estava a sua frente. Provavelmente foi a pior visão de sua vida. Mas sem dramas, não sairia correndo tendo concordado.
— Já demos o primeiro passo, que tal um drinque?
— Se pensa que vai me deixar bêbada e...
— Ei, lógico que não, precisamos beber, assim nos soltamos um pouco.
— Então vamos lá! Um drinque apenas... Não sou de exageros.
Foi o que Cinthia disse antes de acabar com três garrafas de uísque e a vaca que há nela se rebelar. As gargalhadas das duas mulheres eram tão altas que provavelmente incomodava até os outros hospedes.
Primeiro falaram mal dos homens, para depois choram por eles. Christiane chorou tanto que Cinthia se compadeceu, ela ainda gostava do filho da puta, e bota filho da puta nisso. Mas ele teria seu troco e como teria.
— Por que somos mestres em amar quem só sabe ser filha da puta com a gente, Cinthia?
— Porque somos vacas! — Gargalharam. — Sei que não se deve confiar em promessa de bêbado, mas de uma vaca bêbada, você pode! Vou te ajudar nisso, pode contar comigo!
***
Passar um mês fingindo um relacionamento com uma mulher, não era algo maravilhoso. Mas Cristine, além de divertida, era uma pessoa maravilhosa, excelente campainha. Na altura do campeonato Cinthia se perguntava como o filha da puta do Pietro não sabia valorizar isso.
Ela estava levando vantagens, no fim, Christine estava carente de uma amiga, alguém que realmente apreciasse sua amizade. E se tinha uma coisa em que Cinthia era leal, além de resgatar sua irmã, era com amizades, e em um menos de um mês ela encontrou em Christine uma boa amiga. Apesar dos vários selinhos para fotos, e boas risadas depois deles. Os abraços, e até mesmo fotos na cama em posição de conchinha. O grande desafio ainda estava por vir. Ela teria mesmo coragem de se levantar em frente a vários convidados e se declarar apaixonada pela mulher?
Não seria fácil, mas estava longe de ser impossível.
***
O dia do casamento finalmente chegou, estando entre as madrinhas, Cinthia já sabia de cor o que deveria fazer. Ainda sim, estava nervosa. Não deixou de reparar no gostosão que entrou ao seu lado, mas estava ali “apaixonada” pela noiva, então não daria bandeira. Quando entrou a igreja, se deparou com Pietro no altar, e vê-lo lhe fez ter certeza de que o diabo é bonito, porque Deus do céu, que homem!
Se concentre! — Respirou fundo!
Aquilo seria um desafio, talvez o maior desafio depois de ter aceitado entrar no clube Lunáticas. Mas ela faria. Precisava fazer.
Quando finalmente a noiva entrou na igreja. Ela sorriu ao ver Cinthia. E bem mais que um sorriso, Cinthia sabia que havia feito uma promessa e retribuir o sorriso para Christine era a confirmação de que iria mesmo adiante.
Após os votos, o esperado e ensaiado momento finalmente chegou, a pergunta da qual Cinthia jamais iria esquecer!
— Se alguém tem algo contra essa união, fale agora, ou cale-se para sempre! — A voz do padre ecoou pela igreja que se manteve em silêncio. Cinthia sentiu que lhe faltava coragem, respirou fundo! Era o momento.
— Padre! — sua voz soou alta chamando a atenção de todos para si. Até mesmo os noivos. Pietro a olhava confuso, Já Christine, a encorajava através de seu semblante. — Padre, eu amo essa mulher e sei que ela me ama!
— Oh!!!! — Os convidados soaram em uni som.
— Essa mulher é louca, nem a conhecemos! — Pietro disse ainda tentando se recuperar do susto. Obviamente estava envergonhado. Em um súbito impulso, Cinthia se aproximou do altar, precisava mesmo terminar com aquilo.
— Christine, sei que foi apenas um mês, mas em um mês eu descobri a mulher maravilhosa que você é. E se esse mês significou para você, tudo que significou para mim. Eu lhe imploro, não se case com esse imbecil! Sabe que eu amo você.
— Oh!!!! — Agora foi à vez do pobre padre se surpreender. Ainda com olhos arregalados ele encarou a noiva.
Cristiane olhou para Pietro.
— Não faz isso, pelo amor de Deus! — Ele sussurrou para a noiva.
— Pietro — Christine disse em bom som — Eu poderia dizer que sinto muito, mas eu não sinto. Em um mês essa vaca me deu muito mais prazer que você! Então sim — Se virou para Cinthia — eu digo sim a você!
Se aproximou de Cinthia, aquele era o momento do beijo apaixonado. Cinthia estava tremendo, e não era pelo casamento, olhou para a boca de Christine, ela faria mesmo isso? E em uma igreja? Se lembrou de todos os momentos que foram divididos entre as duas. Todos os segredos e confissões.
Sim, ela faria.
E se existisse um premio para melhor beijo, com certeza seria aquele. Ainda que seu estômago tenha embrulhado, ela o fez. E como se o casamento fosse entre as duas, ambas encararam os convidados de cabeça erguida. Deixaram a igreja segurando o riso. Nenhuma se atreveu a olhar para trás. Um carro já as aguardava.
— Muito obrigada! — Foi tudo que Christine disse ao abraça-la.
— Mulher, se eu tinha um conceito de vingança, ele mudou agora depois disso tudo aí. E ele é quem pagou por tudo!
Christine sorriu.
— Foi até divertido, não foi?
— Tirando a parte do beijo! Foi sim!
— Ah! Fala sério Cinthia, você amou me beijar!
Cinthia gargalhou, não foi o pior beijo de sua vida, mas estava longe de ser o melhor! Ainda sim nunca confessaria isso a ninguém!
Sorriu com o pensamento. Ainda que tenha sido loucura, essa era uma loucura que ela levaria por toda a vida.
Já de volta para casa, pensou em qual nova aventura o próximo mês lhe traria. No entanto essa seria história para outra noite, no momento ela queria apenas cultivar as boas lembranças dessa nova amizade! E por hora, era o que faria!