segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Resenha Crítica: Redenção de um Cafajeste


Com tantos comentários positivos sobre o livro Redenção de um cafajeste da autora Nana Pauvolih, nós do Lunáticas por Romances não poderíamos deixar de ler e conhecer a estória do Reizinho. Nunca fizemos um resenha dupla, mas somos Lunáticas e essa será a primeira. Por quê? Tanto a Cinthia, quanto eu (Thaise), lemos em tempos muito próximos e nós duas amamos o livro. Por isso, o site inicia o mês de Agosto com algo inovador, uma resenha dupla. Pois, teremos visões diferentes desse sucesso da Nana, embora todas elas sejam com o mesmo intuito: elogiar este trabalho belíssimo.

Para Cinthia, Redenção de um cafajeste é um livro que te faz se render a ele do começo ao fim. Você pode rir e chorar ao mesmo tempo... Ah e sentir raiva também. "Aquela irmã biscate e aquela mãe Deus me livre. Me apaixonei pela Mayana, Arthur Moreno... Aí meu Deus que Moreno e ainda tem o amigo super gato Matheus", diz a blogueira.

O livro tem trechos que você se pega rindo sozinha, assim como na parte que Mayana leva Arthur todo poderoso pra comer rua da Lama. Cinthia odiou a avó rancorosa, mas aos poucos a senhora a conquistou, assim como Nova Iguaçu, que passou a ter novo significado pra ela, "Como não ouvir: uhuuuu Nova Iguaçu e não pensar no Reizinho", afirma Cinthia

A blogueira elogiou dizendo que o mesmo foi digno de final de novela, pois amou ver que a irmã de Mayana se ferrando junto com a mãe desnaturada. Finalizando, Cinthia afirma que a Autora soube encaixar perfeitamente a visão de ambos os personagens principais. "Bato no peito e digo que sou Nanete com orgulho.. E partiu ler a história de Matheus e Antônio. Essa Bienal terei o prazer de pedir um autógrafo exclusivamente pra chamar de meu", concluiu.

É bem legal fazer uma resenha dupla, pois vemos alguns pontos que talvez passou batido e outros que você concorda inteiramente com a parceria que escreveu contigo. Sabe quando você escuta vários elogios de um livro e chega a conclusão que você precisa ler? Cinthia e eu ainda não conhecíamos o maravilhoso trabalho da Nana Pauvolih, mas nos arrependemos de ter demorado tanto quando lemos a Redenção. Que livro fantástico!

Ao começar ler, você perde a noção do tempo e que se alimentar é necessário. Sua única preocupação é terminar o livro. Vários valores são ensinados no decorrer da estória. Quantas Mayanas temos no mundo afora? Jovem, batalhadora e que sustenta as suas famílias. Muitas. Quem tem caráter, nada muda. Mesmo com uma família sem estrutura, Mayana não perdeu sua essência. Continuou lutando, correndo atrás dos seus objetivos, enquanto Juliane, sua irmã, não passava de uma oportunista. Tentava usar sua beleza para ganhar dinheiro e pior, tinha total apoio da mãe. Em uma determinada parte do livro, ela literalmente quebra a cara. Mas não adiantou, pois nada mudou para ela. Na vida encontramos pessoas assim, nem as consequências são capazes de mostrar o tamanho do abismo que oferece o caminho em que estão seguindo.

Toda personalidade tem uma construção, uma realidade em que pode ter causado aquilo. Com Arthur Moreno não foi diferente. Ás vezes aprendemos com as consequências e acabamos exagerando na dose. Isso que aconteceu. Devido a sua estória do passado, com seus pais, ele prefiriu optar por não amar ninguém e só curtir a vida e contando com o total apoio da avó, que considerava com uma mãe. Quem já sofreu, prefere não repetir os mesmos erros, arriscar em novas possibilidades. Sua avó não tinha culpa de desconfiar de cada mulher que ele dormia, infelizmente ficamos desconfiados quando passamos por situações desagradáveis. Porém não existe uma vacina que te deixe imune de amar. Graças a Deus. Arthur Moreno, o nosso reizinho, conheceu o amor, foi aos delírios com ele, mas também conheceu a outra parte dele: a dor. Como dizia Luís Vaz de Camões, "Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente". "Como doía ver ele sofrendo. Uma imensa vontade de entrar no livro e consolar aquele partidão. Mas reconheço que ele o personagem precisava daquele momento de reflexão",Thaise afirma.

Arthur experimentou a solidão mais cruel, sentiu saudade de doer dentro do peito, mas aprendeu a valorizar quem ele tinha. "Quando ela se dirigia até o médico, sem ele, cortava meu coração só de imaginar que isso acontece na nossa realidade. Quantas famílias destruídas existem por conta do orgulho do casal, ou por uma sacanagem de uma das partes mesmo. A família é algo valioso demais para correr o risco de perdê-la", ressalta a blogueira. 

A vida muitas vezes nos prega algo parecido. Precisamos sofrer para enxergar tudo que temos perto de nós. Depois dessa lição, tudo fica melhor, mais bonito e mais vivo, assim como o relacionamento dos nossos protagonistas: Arthur e Mayana.


Não podíamos esquecer de colocar a agenda da autora Nana Pauvolih da Bienal de SP, assim quem se interessar, além de ter o Arthur Moreno na sua estante, ainda pode pegar um autógrafo. Veja abaixo: