sábado, 23 de julho de 2016

Resenha crítica: A.M.A.R Vale a Pena Recomeçar


Apesar de ter feito a resenha do livro A.M.A.R Vale a Pena Recomeçar  da autora Luana Barros em vídeo, resolvi fazê-la também em texto. Quando recebi o exemplar em casa e o avaliando pela capa podia jurar que tratava de um romance adolescente. Um romance possivelmente clichê e que eu gosto muito. Mas me surpreendi. Vejam a sinopse:

Gustavo e Luiza formam uma família linda e feliz. Juntos criam Malu, filha dele com outra mulher. Mas a vida não continuará assim... A mãe de sangue da criança volta para reivindicar os direitos que abriu mão ao abandoná-la. Luiza vai embora por amor à filha de criação. Gustavo se desespera ao ver sua vida destruída. Em Londres, Luiza conhece pessoas de diferentes lugares do mundo, faz muitas amizades e se diverte bastante, apesar da saudade que sente dos amores deixados no Brasil. Uma história emocionante que mostra que em todos os lugares e em todas as línguas, todos amam e querem um amor verdadeiro. O livro toca a alma e o coração dos leitores, arranca sorrisos, lágrimas e suspiros... Faz brotar os melhores sentimentos.

Quando disse que me surpreendi, me referia a um amor lindo, forte. Um amor familiar. O fato da Luiza não ser a mãe biológica da Malu não mudava em nada o carinho imenso que ambas tinham uma com a outra. Referências viam na minha cabeça de pessoas que eu conhecia, próximas a mim e que passaram ou passam por situação semelhante. Então a ligação entre a estória e o que eu já vivenciei com amigos, que graças a Deus não chegou a passar pela mesma situação da família retratada no livro era automática.

A leitura me prendeu, conseguiu me fazer terminar logo. Talvez porque eu valorize a família mais do que tudo. Precisava saber o que ia acontecer com o Gustavo, a Malu e a Luiza. Quando a mãe biológica da Malu volta, eu senti raiva. Não estou criticando mães que se arrependem e desejam realmente reconstruir o laço maternal. Mas a mãe da pequena era uma calculista, orgulhosa. Seu interesse era apenas em destruir a família.

Todos nós temos um ponto limite. A Luiza estourou o dela e foi embora pra Londres. Deixou pra trás o homem que amava, a filha que tanto queria perto. Senti raiva dela. Mesmo descobrindo todas as armações ainda permanecia lá. Depois entendi que ela precisava de um tempo. Mas não queria entender. O amor precisa prevalecer. Sempre.

Muitas famílias passam por situações dolorosas. Porém o maior sofrimento é da criança envolvida ou do adolescente, que nesse caso deixam as coisas mais complicadas. O livro nos mostra que vale a pena recomeçar, as famílias têm uma força, um laço de amor que consegue destruir tudo de ruim. Nada é fácil, mas não se deve abandonar e jogar tudo para trás. Lute, enfrente. Ninguém consegue vencer as barreiras sem perder o medo.

Por: Thaise Ewbank