quinta-feira, 14 de abril de 2016







RESENHA LUNÁTICA
LIVRO: O AMOR NOS TEMPOS DO AI-5 ANO: 2015
AUTOR: RICARDO DE MOURA FARIA
NÚMERO DE PÁGINAS: 542
EDITORA: NOVO SÉCULO
SINOPSE:
A década de 1970 foi assinalada por turbulências internacionais e nacionais. Lá fora, os ecos da Guerra do Vietnã e o recrudescimento da Guerra Fria. Aqui, a repressão política, cujo paradigma maior foi o Ato Institucional no 5, o AI-5. Nesse cenário, inscreve-se a ficção. Uma trágica e emocionante história amorosa, possível, talvez, por demonstrar que a liberdade na cama era o corolário da falta de liberdade política.Os destinos de um professor universitário e de sua esposa, de uma aluna e de um colega de trabalho se unem, se cruzam, em momentos altamente eróticos, baseados, porém, no diálogo, no respeito, na liberdade. Tudo acontece ao som da música de compositores clássicos e daqueles da MPB que eram cantados e tocados pela juventude. As personagens são ficcionais, porém, nelas se percebe algo familiar, pois traduzem muito da experiência de vida do autor e de muitos que presenciaram aquela tumultuada fase de nossa História. Portanto, alguma semelhança talvez não seja mera coincidência.
Assim que o autor me procurou e pediu gentilmente que fizesse a resenha do seu livro, aceitei de cara, afinal sou blogueira..kkk Mas o tema me assustou, pois eu normalmente não leio livros de época e nem passei por todo conflito da Ditadura Militar. Em 1964 nem meus pais eram nascidos, porém a família paterna, todos são militares e assim que começo a leitura me deparo com histórias contadas por meu avó, sim ele provavelmente foi um dos carrasco dessa época, e assim como no livro tem histórias assustadoras de tudo que foi vivenciado neste período e o Ato AI-5 só deu mais poder aos militarismo barato, eles usam e abusavam do poder, foi nesse tempo que o país andava num verdadeiro cabresto, pois os cidadões não tinham autonomia nenhuma, resumindo não existia uma democrácia.
Hoje vemos muito jovens indo as rua pedindo a volta da ditadura, mas você só pode pedir a volta de algo, se você já tenha vivênciado ou presenciou tal experiência, tal experiência que um país mimado não iria gostar de ter um flash back desse tempo de sofrimento e represálias.
O QUE É DITADURA?
Golpe militar de 1964
Período: de 31 de março de 1964 (Golpe Militar que derrubou João Goulart) a 15 de janeiro de 1985 (eleição de Tancredo Neves).
Fatores que influenciaram (contexto histórico antes do Golpe):
- Instabilidade política durante o governo de João Goulart;- Ocorrências de greves e manifestações políticas e sociais;
- Alto custo de vida enfrentado pela população;
- Promessa de João Goulart em fazer a Reforma de Base (mudanças radicais na agricultura, economia e educação);
- Medo da classe média de que o socialismo fosse implantado no Brasil;
- apoio da Igreja Católica, setores conservadores, classe média e até dos Estados Unidos aos militares brasileiros;
O QUE FOI O AI-5:
O Ato Institucional Nº 5, ou AI-5, foi o quinto de uma série emitidos pela ditadura militar brasileira nos anos seguintes ao golpe de 1964.[1]
O AI-5, sobrepondo-se à Constituição de 24 de janeiro de 1967, bem como às constituições estaduais, dava poderes extraordinários ao Presidente da República e suspendia várias garantias constitucionais.
Redigido em 13 de dezembro de 1968 pelo então Ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama e Silva, o AI-5 entrou em vigor durante o governo do presidente Artur da Costa e Silva como represália ao discurso do deputado Márcio Moreira Alves na Câmara dos Deputados, em 2 de setembro de 1968. No discurso, o deputado propôs um boicote ao militarismo ("Quando não será o Exército um valhacouto de torturadores?"[2] ) e solicitou ao povo brasileiro que ninguém participasse das comemorações do 7 de setembro.
Evidente que o decreto também vinha na esteira de ações e declarações pelas quais a classe política fortaleceu a chamada linha dura da ditadura militar. Ou seja: foi mais um pretexto para implementar medidas defendidas pelos militares desde julho de 1968.
Era o instrumento que faltava para que a ditadura, concentrado na figura do presidente, cassasse direitos políticos e interviesse nos municípios e estados. Sua primeira medida foi o fechamento do Congresso Nacional, até 21 de outubro de 1969.
Bom vamos o livro....
Nos leitores, ficamos pra morrer quando não conseguimos comprar ou ter o livro dos sonhos, mas Haydée não tinha a liberdade de ler qualquer livro, na faculdade todos os livros que iam contra aos mandamentos militaristas eram queimados ou escondidos para que ninguém tivesse acesso, na verdade tudo era errado se fosse contra a Ditadura.
O livro que o pai de Haydée havia lhe indicado como leitura, era um dos livros proíbidos, era o famoso: Nação e Nacionalismo, do escritor Joseph Comblin. Ela ficou dias tentando acha tal livro na biblioteca da faculdade, porém não encontrou em nenhum canto, só que ela não era qualquer tipo de mocinha. ela era determinda e foi atrás do único que poderia leh dá tal resposta: Onde estava o livro? E sem pensar foi atrás de seu professor Afonso, homem de meia idade, que escondia toda uma revolta contra esse golpe que aprisionava toda uma nação. Assim que Haydée perguntou sobre o livro, ele tentou desconversar de todas as maneiras, mas a garota era um tanto insistente, ele sem saída e com medo dela acabar se metendo em encrencas, decide abrir o jogo e falar que tal livro proibido está em sua casa. E assim começou as visitas a casa dos professores: Afonso e Celina, a mulher do professor não se importou de ínicio com as visitas, porém começou um clima oculto em meio as aparições da jovem a casa de seu professor e daí começou um romance e meio a vários conflitos, vários momentos eles se entregam a tal ponto que se esqueciam que poderiamos ser pegos por qualquer um, a empregada ou sua esposa.
Entre as visitas, leitura do livros e os amassos, eles debatiam e discutiam tudo que acontecia com seus amigos e pessoas próximas, as covardias que aconteciam naquelas celas, as mulheres eram usadas e pisoteadas, eram humilhadas de todas as maneiras ee os homens tinham sua virilidade esfregada ao chão, muitos não aguentam e recorriam ao suícidio.
Para a surpresa de Haydée e Afonso, eles conseguiram apoio de onde menos esperavam, o pai dela mandou ela viver a vida e a mulher dele, somente pediu que respeitasse sua casa. Ele tinha o amor de suas amadas e sua mulher tinha o amor de seu amado e do Toninho.
''- Acho que estou ficando sem-vergonha... Falar nisso, que coisa maravilhosa foi aquela que você fez quando eu comecei a te chupar?- Aquilo é o que chamam de 69. - Hummmm... isso é que é o tal do 69? Minhas amigas vivem falando que fazem... Por que nunca fizemos antes?- Tem pouco tempo que você passou a gostar de sexo oral, esqueceu?- É verdade! Que tempo eu perdi, hein?''
''(...) Tiraram a roupa e se deitaram... ela acariciou o pênis do marido, sentou-se nele e abaixou o corpo, oferecendo seus pequenos seios para os lábios famintos (...) apoiou-se na cama com uma das mãos e cavalgou-o, bem devagar, sem fazer ruído para não acordar os filhos no quarto ao lado.''
E todos eles aprederam a conviver em meio as diversidades e colocaram o amor e o sexo em frente a todas as dificuldades.
Considerações:
O livro tem escrita fácil, pra quem não domina o tema Ditadura, o autor consegue passar isso de forma clara e objetiva, e a cada página você se surpreende como é deescrita as cenas sexo, todos os livros que li que tinham cenas sexo, foram escrito por mulheres, raramente você vai ver um homem escrever neste estilo, porém há sempre aquele que faz o diferente, Ricardo conseguiu algo brilhante e ao mesmo tempo fascinante, ele uniu um tema extremamentente complexo com passagens de sexo explicíto contado na mais pura leveza, fiquei encantada com a riqueza da obra. Como jovem o livro te faz refletir o atual momento do país,pois temos o ouro na mão, mas sempre entregamos aos bandidos. Mas o livro nos mostra que o amor e o sexo sara tudo..
Recomendo a obra a todos os amantes de romances e todos aqueles que tem uma mente aberta a viver o passado e refletir ao futuro.
"Este romance é dedicado à juventude brasileira que não viveu o tempo da ditadura, mas que precisa conhecê-lo para não desejar a volta de tempos tão sombrios. Para 'transformar o distante em algo próximo, possível e visível'.
Pedido ao autor: Escreva um livro Hot, pois você é belissimo na narrativa.
Gostaria de me desculpar com autor, pois meu pc foi formatado e perdi tudo, e tive que esperar ele voltar do conserto , não consegui recuperar nada, mas espero ter conseguido passar minha real perpectiva em relação a obra.
Resenhado por Cinthia Gutierrez